O nome 'Bar do Todol' é Copyright © MGM 1998. Tomamos a liberdade de o utilizar até sermos contactados pelos seus advogados.
terça-feira, setembro 27, 2005
domingo, setembro 25, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
Soares?
Promethea dixit
Os mais chatos são invariavelmente os que vêem o seu assunto resolvido em primeiro lugar.
Quão bem ou mal ganha?

Eis um sítio com muito interesse, referenciado pela Organização Internacional do Trabalho.
Aqui podemos encontrar indicadores de salários de cerca de 10 paises europeus, a que se juntam a India, Africa do Sul, Brasil e Estado Unidos.
Quanto ganha, meu amigo? E sabe quanto ganha o seu congénere nos EUA?
Este seria (ou será?) um trabalho de grande relevo do ponto de vista social a desenvolver no nosso país.
quinta-feira, setembro 15, 2005
Se não há risco, não há gozo
terça-feira, setembro 13, 2005
segunda-feira, setembro 12, 2005
Domingo Sacramental
Baptismus est sacramentum regerationis per aquam in Verbo.
- Uma igreja visitada em Helsínquia, entre um passeio rápido aos pontos assinalados no guia e uma corrida para o barco que partia sem nós se não nos despachássemos!
Valeu pena a corrida: uma igreja meio sublevada, esculpida na pedra e com um tecto verde em abóbada quase ao nível do solo; Lá dentro algumas pessoas a rezar, outras a tirar fotografias. Cá fora, algumas pessoas deitadas na relva, de biquini, a apanhar as horas mais quentes de um dia com 21 horas de sol;
- outra igreja visitada em Estocolmo que nada tinha de especial a não ser o facto de se situar naqueles jardins gradeados que têm mesas de piquenique ao lado de campas. Pois foi numa dessas mesas de jardim que almoçámos sandochas mistas com tomate e ovos cozidos. Na mesa ao lado da nossa estava um grupo de pessoas, daquelas que parecem retiradas de um filme de Lars von Trier. Entre elas, a mulher do padre /pastor (homem muito jeitoso, por sinal) que vendia bebidas quentes e a quem comprámos um chá para acompanhar a nossa refeição, uma figura meio híbrida que lembrava o Elton John e que mantinha o estilo artístico e maquilhado apesar da idade avançada, uma ou duas paroquianas devotas e com muita idade e um senhor com olhar penetrante e ar absolutamente lunático. Nas campas do jardim havia sempre uma figura paternal sentada (não esquecer que estamos na Suécia, onde são os pais que tomam conta dos filhos), a folhear o jornal com uma mão e a embalar o carrinho do bebé com a outra.
À parte destas recentes visitas há muito que não entrava numa igreja, a não ser para casamentos e baptizados. E hoje foi uma dessas ocasiões. Um baptizado (sacramento da regeneração pela água e pela palavra) com missa!
Ali estava eu! Em vez de admirar o estilo gótico da igreja, por acaso muito bonita, sóbria e despida das habituais figuras religiosas e cenas litúrgicas pintadas nas paredes, em vez de reparar nas beatas do coro e imaginar a semana delas para além do dia Dominical, em vez de desprezar rituais de abnegação e peditório, em vez de admirar paz nas expressões de fé dos crentes que se ajoelham e rezam, resolvi ouvir a palavra do senhor. Do senhor padre!
E assim fiz, mas não sem olhar em redor e observar quem também a ouvia.
O padre contou uma história sobre o perdão, Mt 18, 21-35. Rezava assim:
Pedro aproximou-se de Jesus, e perguntou: «Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, levaram a ele um que devia dez mil talentos. Como o empregado não tinha com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, ajoelhado, suplicava: “Dá-me um prazo. E eu te pagarei tudo”. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado, e lhe perdoou a dívida. Ao sair daí, esse empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia cem moedas de prata. Ele o agarrou, e começou a sufocá-lo, dizendo: “Pague logo o que me deve”. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ”‘Dê-me um prazo, e eu pagarei a você”. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão, e lhe contaram tudo. O patrão mandou chamar o empregado, e lhe disse: “Empregado miserável! Eu lhe perdoei toda a sua dívida, porque você me suplicou. E você, não devia também ter compaixão do seu companheiro, como eu tive de você?’ O patrão indignou-se, e mandou entregar esse empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que fará com vocês o meu Pai que está no céu, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.»
Pois... não vi ninguém a acenar a cabeça em sinal de concórdia, não senti emoção nas palavras nem vibração nos ouvintes. Um discurso político causa mais impressão, apesar do cepticismo! Tudo me pareceu mecânico. O acólito atento aos pedidos do padre, o coro à espera das entradas, o crente que estuda o momento em que sobe ao altar para ler um qualquer versículo, ainda que não o entenda! Fiquei triste! Ainda que me sinta pouco ou nada tocada pela fé católica preferia pensar que ela realmente existe.
sábado, setembro 10, 2005
Mais do mesmo
cansa tanto que até dói.
Um belo momento de poesia inspirado na p... da vida
sexta-feira, setembro 02, 2005
A conversão dos capitais segundo Chomsky
A ciência de Chomsky passa-me bastante ao lado. Simpatizo com a política e acho curiosa a fixação em mártires católicos. Não vejo ligação entre uma coisa e outra. O próprio admite que dá barely a hint about the possible connections, a problem still very much on the horizon of inquiry. Confesso-me algo decepcionado.
quinta-feira, setembro 01, 2005
A chave
sábado, agosto 27, 2005
Os Edukadores
A Fábrica de Chocolate
A Ilha
terça-feira, agosto 23, 2005
Robert Anton Wilson on Tim Burton's Batman
The moronic Bronson and Stallone "one man above the law" films glorify vigilantism with the logic of right-wing para-noids. Batman both challenges that folk fascism and poker-facedly "defends" it on the eminently Existentialist grounds that in a universe without morals or meaning everybody has to create their own reality and take responsibility for it.
Robert Anton Wilson in Magical Blend, #25
Piano Man identificado?
sábado, agosto 20, 2005
V for Vendetta adiado até 2006
sexta-feira, agosto 19, 2005
A entrevista - exercício em ruído sináptico
Sexta-feira, 1 de Julho de 2005
Verstehen
quarta-feira, agosto 17, 2005
Ainda a morte do Sr. Menezes
terça-feira, agosto 16, 2005
WANTED (for Mayor)

Vou por isso votar que lhe dêmos o emprego ao qual se candidata.
Todo o conhecimento é vaidade
segunda-feira, agosto 08, 2005
quinta-feira, julho 14, 2005
UAB anthropologists achieve commitment from Gambian government to prevent female circumcision
Adriana Kaplan, an Anthropologist at the Universitat Autònoma de Barcelona, has achieved a commitment from the Minister of Health and the Vice President of the Republic of The Gambia to draw up a joint plan to prevent female genital mutilation in the country. The move comes after a proposal was drawn up for an alternative ritual procedure that enables female circumcision to be avoided. The proposal was made while maintaining respect and sensitivity towards Gambian culture.
The Universitat Autonoma de Barcelona anthropologist and researcher for the “Ramón y Cajal” scientific programme Adriana Kaplan has achieved a commitment from the Minister of Health and the Vice President of the Republic of The Gambia to draw up a joint plan to prevent female genital mutilation. The move comes following several years of work in the country and the drawing up of a proposal for an alternative ritual procedure that enables female circumcision to be avoided. The proposal was made while maintaining respect and sensitivity towards Gambian culture.
Ten years ago the Government of the Republic of The Gambia made it illegal to carry out any kind of awareness campaigns about the different types of female circumcisions that take place as part of initiation rites for young girls in the country. The stance taken was in response to the aggressiveness used by some NGOs fighting against the practice, which tried to impose their position and were quick to accuse those carrying it out without taking into account the reasons why they did it or the context in which it took place.
Since 1989, Adriana Kaplan, a professor for the Department of Social and Cultural Anthropology at the Universitat Autònoma de Barcelona, has maintained cooperative relations with the Gambian government, especially with the Ministry of Health and the Women’s Bureau, which comes under the President’s Office, as well as with various United Nations agencies and NGOs. Her aim has been to tackle the problem of female genital mutilation from a more respectful and realistic position. One of the main priorities for the researcher has been the problem of girls of Gambian descent born in Spain that travel to The Gambia on holiday and are stigmatised and caught up in a situation that is illegal in Spain: their parents are put in prison and the young girls come under the charge of social services in Spain. As Dr Kaplan affirms, the girls are “victims of tradition and the law”.
Dr Kaplan filmed a documentary called “Initiation without mutilation” with the support of the producers Ovideo TV. The documentary takes an anthropological look at the problem, highlighting the fact that female circumcision is a ritual marking a girl’s coming of age, analysing the different phases of circumcision and suggesting an alternative procedure that maintains the ritual’s meanings of cultural transmission and social belonging without the need for the physical mutilation of the girl.
After seeing the documentary the Vice President of The Gambia, Isatou Njie-Saidy, and the Secretary of State for Health, Yankuba Kassama, have stated in writing an historic commitment to begin to draw up a framework for the prevention of female genital mutilation in The Gambia. These mutilations include clitoridectomy (removal of the clitoral hood), excision (removal of the clitoris and labia minora) and infibulation (removal of the clitoris, the whole of the labia majora and minora and the suturing of both sides of the vulva).
segunda-feira, julho 11, 2005
Livro de férias
Mrs Kesselman said to him through the closet door, 'Look, Mr Gumm. It's clear to us that you belive what you say. But don't you see what you're doing? Because you believe everyone's against you, you force everyone to be against you.'
Philip K. Dick ([1959] 2003) Time out of joint. Londres: Gollancz. p. 130
domingo, julho 03, 2005
Perdidos e achados
sexta-feira, julho 01, 2005
quarta-feira, junho 22, 2005
terça-feira, junho 21, 2005
segunda-feira, junho 20, 2005
Outra prova da existência de Deus
domingo, junho 19, 2005
sexta-feira, junho 17, 2005
terça-feira, junho 14, 2005
segunda-feira, junho 13, 2005
Até amanhã camarada

De Álvaro Cunhal
Originally uploaded by Anadil.
Há uns dias liguei a rádio e ouvi o fim de uma notícia: O PCP lamentava a perda de alguém de muitas convicções e ideais que muito contribuiu para a construção do regime democrático, Ministro de quatro governos provisórios, etc...Percebi então que se tratava de Vasco Gonçalves, mas o meu primeiro pensamento foi que teria morrido Álvaro Cunhal. Pensei na perda que seria TAMBÉM a morte deste senhor. E estava tão próxima, só passaram uns dias!
"Tenho visto alguns chamados protagonistas na vida nacional, que, na sua biografia, ou autobiografia, contam como eram em crianças, começam por aí, desde que nasceram. Eu não me lembro do momento em que nasci, o que senti ao chegar cá fora. Mas sei, por informações dos livros e por experiência dos outros, que chorei de certeza."
Cinco conversas com Álvaro Cunhal, Catarina Pires
sábado, junho 04, 2005
sexta-feira, junho 03, 2005
quarta-feira, junho 01, 2005
segunda-feira, maio 30, 2005
Manuscrito de um 'market researcher'
domingo, maio 29, 2005
Um corolário de panta rei
sexta-feira, maio 27, 2005
Livro do dia
terça-feira, maio 24, 2005
segunda-feira, maio 23, 2005
Giddens is right to say that talking about the self as if it's peopled by 'mini-actors' is unhelpful an unnecessary: talking about 'moral conscience' is, for example, a straightforward substitute for 'superego'(or the 'me' and the 'generalised other').
Richard Jenkins (2004) Social Identity. Londres: Routledge. p. 44
Com a justa condenação da metáfora organicista ao círculo do inferno reservado às ideologias autoritárias, perde-se o potencial que esta reservava de fazer ver que a sociedade é tão nojenta como o corpo. A mim repugna-me esta multiplicação purulenta dos vocabulários com a qual se escavam nichos ecológicos para sucessivos estratos de peritos e os seus pretensos saberes. Até onde se vai para vender árvores mortas. A estupefacção é idêntica à que sinto ao ver como é infinito o número de vezes que se consegue vender um predaço de papel brilhante com a foto de uma mulher na capa.
domingo, maio 22, 2005
And each to each other dreams of others' dreams
terça-feira, maio 17, 2005
segunda-feira, maio 16, 2005
quinta-feira, maio 12, 2005
A patologia adora companhia
When you deal with psychotics you're drawn in; you become mentally ill
yourself.
Philip K. Dick ([1964] 2004) The simulacra. Londres:
Gollancz. p. 46
terça-feira, maio 10, 2005
Outra luz azul
Oh, cobarde consciência como me afliges!...
A luz despede clarões azulados!...
É a hora da meia-noite mortal!... Um suor frio encharca a minha carne trémula!...
Pois quê? Terei medo de mim próprio?...
Não há aqui mais ninguém… Ricardo ama Ricardo… É isso; eu sou eu…
Haverá aqui algum assassino?...Não… sim!... Eu?...
Fujamos, então!... O quê? De mim próprio? Valente razão!...
Porquê?... Do medo da vingança! O quê? De mim contra mim?
Ai! Eu amo-me! Por que motivo? Pelo escasso bem que a mim próprio fiz?
Oh, não! Ai de mim!... Deveria antes odiar-me pelas acções infames que cometi!
Sou um miserável! Mas minto: não é verdade… louco, fala bem de ti! Louco, não te adules!
A minha consciência tem milhares de línguas, e cada língua repete a sua história particular, e cada história me condena como miserável!
O perjúrio, o perjúrio em supremo grau!
O assassino, o assassino atroz até aos extremos da ferocidade!
Todos os diversos crimes, todos cometidos sob todas as suas formas, ocorrem para me acusar, e todos gritam: Culpado! Culpado!... Desesperarei! Não há criatura humana que me ame!
E se morrer não haverá uma alma que tenha piedade de mim!...
E porque teria? Se eu próprio não tive piedade de mim!”
(William Shakespeare, Ricardo III)
quarta-feira, maio 04, 2005
sexta-feira, abril 29, 2005
Cântico Negro
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
No ventre da noite
quarta-feira, abril 27, 2005
Outro 'cui bono?'
quarta-feira, abril 13, 2005
Afinal não é o altruísmo que nos move??
Relatório da Grande Comissão para o Financiamento do Desenvolvimento nomeada pelo secretário-geral das Nações Unidas, in SINGER, Peter, Um só mundo, a ética da globalização, p.33
segunda-feira, abril 11, 2005
Uma posta de Mattoso (pp.35-6)
O impacto d'Os Lusíadas sobre o imaginário nacional é de tal ordem, que se torna difícil exagerá-lo, se não se compara o sentido do seu discurso com o de todos os textos anteriores que já referimos. Exprime uma espécie de euforia resultante da visão da história nacional como um conjunto cujo relato evidencia uma lógica que antes ninguém podia ter percebido. A forma poética, retórica, enfática, do discurso imprime-lhe uma força persuasiva enorme. Aqueles que se consideram membros do mesmo povo não podem deixar de se convencer que aquela é de facto a sua própria história. Assim, os receptores identificam-se eles próprios com os heróis, não como representantes do colectivo que ali desempenha as funções de principal actor. O povo, que até então fora apenas uma massa cinzenta e ignorada, cuja existência só se percebia como suporte da autoridade régia, passa para o primeiro plano das acções heróicas, independentemente de qualquer chefe. É um colectivo, e portanto um ser abstracto, mas, ao tornar-se protagonista de uma história gloriosa, adquire personalidade, isto é, uma identidade compreensível para as mentes mais simples ou mais rudes. Resta o problema de saber quantos portugueses leram o poema, nessa época e no século seguinte...
José Mattoso (2003) A Identidade Nacional. Lisboa: Gradiva.
sexta-feira, abril 08, 2005
CINEMA - Kingkard3
Não aprecio filmes de terror. Acho que já temos suficientes medos na vida real...
Mas lá fui ver e o palpite de que não ia gostar muito não falhou.
Os ingredientes para um filme de terror estão lá todos: crianças, casa no campo, facas, banheira e bonecas de porcelana! Mas até aqui tudo menos mau. O pior é que a história, enredo ou seja lá o que for que se esconde atrás do suspense não me surpreendeu. O desfecho foi previsível e o filme devia acabar mais cedo. Hitchcock sabia que as revelações só devem vir no final!
Robert DeNiro está bem, como sempre!
A pequena actriz - Dakota Fanning - está muito bem caracterizada!
**
terça-feira, abril 05, 2005
CINEMA - Kingcard 2
Gosto muito do Gérard Depardieu;
Gosto muito da Catherine Deneuve;
Gosto muito de cinema francês nem que seja pela sonoridade;
Gosto de retratos da vida real na tela do cinema;
A combinação destes factores não foi suficiente para gostar do filme. Achei fraco, achei-o mesmo uma estopada. Cheio de pontas soltas, sem pretensão no argumento mas pretensioso na técnica de filmagem. Tive pena... estava à espera de gostar!
**
CINEMA - Kingcard 1
O argumento é baseado em factos verídicos, na vida de um homem que a própria lucidez levou à loucura. Tolhido numa sociedade em que não se revê, frustrado, angustiado, acaba por transformar Nixon no bode expiatório da mentira e da corrupção planeando o seu assassinato.
O filme é pesado e deprimente, confronta-nos de uma forma fria com tudo o que nos rodeia. Não é excelente, mas a actuação de Sean Penn é-o.
****
sábado, abril 02, 2005
Da depressão como pecado político
terça-feira, março 29, 2005
domingo, março 27, 2005
Boa ciência
sexta-feira, março 25, 2005
Naco de 'Solar lottery' (p.23)
The checks and balances of this system work to check us and balance them.
Philip K. Dick ([1955] 2003) Solar lottery. London: Gollancz.
quinta-feira, março 24, 2005
O que vale o trabalho? O que vale o capital?
domingo, março 20, 2005
Presença do mar

Caminhar ajuda nos momentos difíceis. Sempre pensei que a escola peripatética poderia ser uma corrente da psicoterapia. Em dias como este, húmidos e quentes, a força da terra é algo que se sente mesmo quando não se está à sua procura. E regenera. Drácula, para onde quer que fosse, levava caixas do seu solo natal (mortal?). A vegetação da nossa orla costeira partilha da natureza do fantástico. Os dragoeiros e aloés parecem saídos de uma vinheta de Jacobs ou Franquin. Tenho pena de não saber o nome de mais espécies, vegetais ou animais, de mais estrelas. Enfim chove.
sábado, março 19, 2005
sexta-feira, março 18, 2005
Máquinas que geram máquinas
quinta-feira, março 17, 2005
quarta-feira, março 16, 2005
A Clemens quote
...they'd move in anywhere where there were still sets standing around from big movies. And then they'd come to me and say 'Look, we've got two weeks to shoot, so we want you to write something for these sets, a 70 minute second feature, and it must have the Old Bailey, a submarine, and a mummy's tomb in it.' So I'd write it to order. And nobody believes that they made movies like this once, but it's absolutely true.
sábado, março 12, 2005
Tomada de posse do XVII Governo Constitucional
Há dias este post mostrava o cumprimento de Portas a Freitas. Vim a descobrir que a foto da Lusa para a qual fiz o link não é estável. Há sempre um fotograma diferente nesta janela. É um filme de animação muito lenta. Agrada-me o surrealismo que resulta da conjunção acidental da imagem em mutação com o título fixo. É um erro feliz que não corrigirei.
sexta-feira, março 11, 2005
Varicela #3
Falho totalmente em compreender todo o bruá que se faz acerca do sistema de saúde. É uma seca estar doente, concedo, mas penso que se confunde as coisas. Tal como já me havia acontecido com a justiça há uns anos quando a ela tive de recorrer, a máquina estatal da saúde parece-me esplêndida forma.
Suspeito que toda a má imprensa e rumores negativos que circulam são patrocinados pelo grande capital que visa substituir o serviço público.
Varicela #2
Varicela #1
terça-feira, março 08, 2005
Em Primeira Mão
Céu Neves
As estatísticas indicam que a taxa de criminalidade entre a população estrangeira (11 por mil) é maior do que entre a portuguesa (7 por mil). O que elas não explicam é porque é que isso acontece. Um estudo, promovido pelo Observatório da Imigração e o Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), ontem apresentado, diz que isso se deve ao tipo de crime, à fraca defesa de advogados oficiosos e ao preconceito do sistema judiciário. O debate que o trabalho suscitou resumiu tudo numa palavra que, de início, recearam dizer "discriminação".A comparação do envolvimento de estrangeiros e portugueses em processos que terminaram em julgamento na primeira instância, entre 1997 e 2003, indica que há uma sobre-representação de cidadãos oriundos de outros países em todas as fases processuais arguidos, condenados, em prisão preventiva e em prisão efectiva. Os estrangeiros têm logo à partida uma grande desvantagem. É que basta serem encontrados sem documentos para lhes ser aplicada prisão preventiva, enquanto que para os portugueses é preciso existirem indícios fortes da prática de um crime punido com pena superior a três anos, o perigo de fuga ou de perturbação do inquérito e a suspeita da prática continuada da actividade criminosa. Afinando mais a informação estatística, verifica-se que o tráfico de estupefacientes é o principal motivo que leva à condenação de estrangeiros e esta é uma das situações que têm uma moldura penal elevada. Em 2003, estava na origem das condenações a prisão efectiva de cidadãos de outros países e de apenas 15% dos portugueses. Seguem-se o roubo e o crime qualificado, tráfico de quantidades diminutas e falsificação de documentos. Estes crimes também se verificam na população portuguesa, só que a maioria diz respeito ao furto qualificado e ao roubo, surgindo em terceiro lugar o tráfico de droga.Estas primeiras conclusões podem ser justificadas com a aplicação da lei, mas essa ideia é posta de parte quando a análise é feita a um nível mais pormenorizado. "Nas condenações dos estrangeiros predominam as penas de maior duração e, com frequência assinalável, as durações médias das penas de prisão aplicadas ao mesmo tipo de crime são superiores para os estrangeiros», concluem Hugo Seabra e Tiago Santos, sociólogos e investigadores da Númena (Centro de Investigação em Ciências Sociais) que realizaram o estudo "A criminalidade de estrangeiros em Portugal um inquérito científico", a partir das estatísticas do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça.Perante tais dados, Miranda Pereira, director-geral dos Serviços Prisionais, não teve dúvidas em afirmar que existe discriminação na aplicação da lei, mesmo que isso aconteça de forma inconsciente. A opinião foi partilhada por Paulo Albuquerque (ver perguntas e respostas), ex-juiz do Tribunal da Boa Hora e actualmente professor na Faculdade de Direito da Universidade Católica, embora tenha afirmado que não sentiu diferença de tratamento entre estrangeiros e portugueses quando exerceu a actividade de juiz. "Os dados são esses e têm que ser vistos de forma fria e analítica", justificou.Os sociólogos também concluíram que se os nacionais e não nacionais tivessem a mesma composição demográfica e condições sociais teriam as mesmas percentagens de prática criminal.
in Diário de Notícias
Os sociólogos são nossos amigos. Clientes do Bar (só um consumidor!!) e estão de parabéns
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Programação Neurolinguística
Este episódio foi para mim um confronto directo com uma proficiência que nunca supus existir na mendicidade. O indivíduo com que me confrontei era um autêntico monge shaolin da mendicância. Há certamente uma aprendizagem enorme por trás disto. E reflexão: deve haver conclaves secretos nos quais os mestres discutem eventuais aperfeiçoamentos das técnicas milenares.
O acontecimento recordou-me de que a vida é assim: profundidades escondidas a cada passo; mistério e assombro por todo o lado. Excepto no escritório.
domingo, fevereiro 20, 2005
Maioria absoluta
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
O Sexo dos Anjos
Andamos com o credo na boca há uns bons meses!
O país está de tanga, o primeiro ministro demite-se, os portugueses respiram futebol. Colapsos e vibrações, uma vitória contra a Inglaterra, suspense, bandeiras e a final contra a Grécia não cortou a respiração mas provoca espasmos. As batidas cardíacas retomam a normalidade e à medida que a conformidade com os resultados de futebol se vai instalando, um novo suspense assola o país.
Estamos outra vez com o credo na boca! Há eleições antecipadas ou muda-se o governo sem novas eleições? A decisão está tomada e há novas tomadas de posse. Agora respira-se devagar, devagarinho! Receia-se que se gaste o ar todo que temos nos pulmões. O país já gastou mais do que devia e o défice vem jantar a nossa casa todas as noites, em todos os canais, em todos os jornais!
Fazendo juz ao Príncipe Perfeito, uma vez mais, as tormentas se tornam esperança. Esperamos que a crise acabe, esperamos acabar com o défice, esperamos por melhores dias. O presidente não esperou e antes do Natal, já a coisa vai mal! No sapatinho dos portugueses aparece um presente, para alguns envenenado. Estamos outra vez com o credo na boca. “Credo, o que é que lhe deu?!”; “Credo, já não era sem tempo!”.
A coisa vem a propósito. Ano novo vida nova e é tempo de renovar, mesmo para aqueles que não gostam dos renovadores. Queremos começar com ar puro, queremos respirar. Chega de taquicardias. Enchemos o peito de ar. Queremos ter energia para estarmos presentes quando for para decidir. É o nosso futuro! Vão mexer nas nossas vidas e queremos saber o que vão fazer: já não há mais estádios de futebol mas há ainda um TGV por vingar, há programas de investimento na saúde como serviço público, na educação, na formação, na tecnologia, na defesa nacional, no equilíbrio das contas públicas? Há tanta coisa por fazer! Só temos que escolher! E nós queremos saber tudo para poder decidir. O tempo aperta e estamos outra vez com o credo na boca – voto útil ou voto no PP, voto útil ou voto no PCP? Há vários trocadilhos mas nós não queremos que nos troquem as voltas.
Enquanto queremos decidir por uma política mais económica, ou social, ou cultural ou
tal e tal ... discute-se o SEXO DOS ANJOS. De repente tornaram-se prioritárias na agenda política nacional as decisões sobre uma série de grandes questões do nosso tempo, como se de um sketch do Gato Fedorento se tratasse.
Os direitos humanos e igualitários discutem-se na praça pública a pretexto de ofensas disfarçadas, mais conhecidas por insinuações! Falta-nos o ar!
Já passámos o Verão e o Natal e agora vem o Carnaval. A nossa política bem se pode passear nos carros alegóricos dos cortejos carnavalescos! Este ano o Carnaval do continente vai ser tão animado quanto o da Madeira. Se o tempo havia transformado a época em folia e samba, fazemos agora juz à tradição do Entrudo brincando-se num folguedo alegre mas violento. É Carnaval, ninguém leva a mal. No Entrudo vale tudo!
Creio que chega de brincadeiras! É tempo de respirar, é tempo de nos levarem a sério!
sábado, janeiro 22, 2005
O meu estado de espírito
Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.
[Carlos Drummond de Andreade]
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Análise comparada dos programas eleitorais
Receiam que a aprovação do seu uso dê lugar a uma interpretação de legitimidade de comportamentos sexuais promíscuos. Até aí percebo – vêem o sexo como uma expressão de amor, fruto de uma relação exclusiva e claro, heterossexual. Fazem crer que nestas condições não há vírus a temer e como tal não há necessidade de preservativos.
O que está para lá da minha compreensão é a resistência em encarar que a realidade é diferente do cenário idílico que projectam. A vida sexual vai para além das intenções de reprodução referidas na bíblia e de relações exclusivas e perpétuas.
Como podem não admitir isto? É birra, prova de forças, luta de princípios?
Se a questão é de princípios pergunto-me como podem continuar a celebrar o casamento como um sacramento inalterável no espaço diocesano. Acreditam que as cerimónias pomposas que enchem as igrejas estão repletas de crenças e espiritualismos cristãos? Excomungam divorciados devotos mas casam pagãos, uns atrás dos outros?
“Não é possível permanecer indiferente e inerte diante da pobreza e do subdesenvolvimento. Não podemos fechar-nos nos nossos interesses egoístas, abandonando inúmeros irmãos e irmãs que vivem na miséria e, o que é ainda mais grave, deixando que um grande número deles vá ao encontro de uma morte inexorável. “
MENSAGEM DE JOÃO PAULO II
Vaticano, 11 de Junho de 2003. (http://www.patriarcado-lisboa.pt)
Há 39,4 milhões de pessoas infectadas com VIH em todo o mundo, das quais 2,2 milhões de crianças. 14 000 foram infectadas diariamente com o VIH , só em 2004.
Claro que a responsabilidade não é do Vaticano e as suas mensagens também não devem ter assim tanta influência nos comportamentos sexuais, mas a que se deve a arrogância dos comunicados sistemáticos acerca do uso do preservativo?
segunda-feira, janeiro 10, 2005
sexta-feira, janeiro 07, 2005
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Olhem para mim
O que as comédias dramáticas do cinema europeu têm de tão marcante é provavelmente a semelhança à vida real. Nós estamos no cinema, estamos ali, na plateia e na tela. Somos espectadores e personagens de enredos que não precisam de realizador. Neste filme, em particular, assumimos vários papeis, tão depressa estamos do lado dos bons como dos maus. Aconselho!













.






.jpg)


