segunda-feira, janeiro 22, 2007

Refresco


Desculpa lá Anita, mas está mais do que na hora de baixar o teu índice de popularidade neste blog. O novo ano entrou e vamos começar a agitar estas águas.
Acho que estamos a precisar de um refresco....

sexta-feira, novembro 03, 2006

Medeia Card - A Prairie Home Companion - Bastidores da Rádio

Um espectáculo da rádio encenado num teatro e projectado no cinema.
As perdas que os ganhos dos tempos modernos arrastam!
Elenco de luxo e banda sonora espectacular. Traz à memória os jingles publicitários e lembra até algo que não pensei vir a recordar com saudade, os Parodiantes de Lisboa. Tudo isto envolvido num registo cómico de “film noir”, em que um dos protagonistas (e narrador) desempenha o papel de detective falido. A coisa vai mais longe com o trocadilho do nome desta personagem: Guy Noir.

Gostei muito!
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Medeia Card - Marie Antoinette

Durante o filme Marie Antoinette vi, por breves segundos, um par de ténis All Star misturados com uma série de sapatos do século XVIII que a rainha ia experimentar. Das pessoas que estavam comigo ninguém apanhou a cena. Perguntei a outras que tinham ido ver o filme e também ninguém viu. Cheguei a pensar que tudo não passava de uma alucinação fruto da amálgama de cenários da corte francesa harmonizados com músicas new wave/ neo-romantic de bandas como o New Order e Bow Wow Wow. Mas afinal a cena é real, está lá:
"Anachronisms: In the scene where Marie Antoinette is going through her shoes while preparing for a big party you see a pair of Converse All Star 1923 Chuck Taylor basketball shoes for about one and a half seconds." (in http://imdb.com/title/tt0422720/goofs)
Gostei dos cenários, achei a música especatular e a actuação da Kirsten Dunst, é como habitualmente, boa! Do filme, gostei, não adorei!
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Do King Card ao Medeia Card

Em Março ou Abril de 2005 comecei neste blog uma rubrica intitulada King Card. Nela falava dos filmes que tinha visto com o "passe de quem não passa sem cinema" e opinava acerca deles. Entretanto, dada a frequência com que comecei a ir ao cinema deixei-me disso. Tinha lá tempo para escrever acerca das dezenas de filmes que um ano e tal de Kingcard me havia proporcionado! Vi tanto filme, bons e maus!

Agora, para mim, acabou-se o King Card. Zangaram-se as comadres e tive que optar entre as óptimas salas de cinema do Alvaláxia e os filmes que quero ver no King, Monumental e Residence (são estes que visito, sobretudo!). Optei pelos filmes e sou agora titular do Medeia Card. Assim, durante algum tempo vou voltar a falar de filmes. Desta feita numa rubrica intitulada Medeia Card.

quinta-feira, novembro 02, 2006

À descoberta das Ilhas Koop

Fomos a Madrid na sexta assistir à conferência do Eurobarómetro (o que só por si daria azo a uma posta de prosa) e ficámos para o fim-de-semana. Aproveitámos para comprar uns trapitos no mercado de Fuencarral e a minha cara-metade (só privilegiados têm ouvido igual ao seu, eu possuo apenas o que Deus me deu) apanhou uma melodia no ar, entrou na discoteca e pediu o CD. Temo-lo ouvido on repeat ever since. É só clicar no título desta posta para soltar amarras...

segunda-feira, outubro 30, 2006

The joke is on me

Acabo de ser fulminado por uma iluminação. O meu monólogo interior fluía como usual, fustigando alguns colegas pela sua reverência a mestres gnómicos (no sentido de crípticos ou obscuros). Ocorreu-me então que mestre gnómico, só admitia um: Yoda! Pensei então que Yoda não merece verdadeiramente o apodo, que é até mesmo bastante inteligível. Podia ter passado ao lado da verdade mas entretanto luziu em mim o entendimento: YODA É UM GNOMO. Acabei por ter de concluir que a própria personagem Yoda é uma piada antropomórfica (gnomomórfica) acerca de mestres gnómicos, uma piada que me havia fitado olhos nos olhos durante a maior parte da minha vida e que eu até hoje tinha sido demasiado tacanho para entender. Pontuação final: George Lucas - 1, Frater Caerulus - 0.

terça-feira, outubro 24, 2006

Como falar de intencionalidade sem sujeito; de estratégia sem estratega?

Dreyfus, Hubert e Paul Rabinow (1983) Michel Foucault: Beyond Structuralism and Hermeneutics. Chicago: The University of Chicago Press, p. 187, tradução minha.

quinta-feira, outubro 19, 2006

"When we eat whale, we don't eat it to enjoy. We eat it to remind us who we are." diz-nos um mestre-escola Islandês citado pelo Guardian.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Charles Hoy Fort, epistemólogo supremo cujo cepticismo excede mesmo o de uma comissão de inquérito do Vaticano, não tem sido suficientemente celebrado pela elegância da sua prosa. Bem haja.

Grande

Só o Contrainformação oferece paralelo à entrevista de Alberto João Jardim à Média XXI. O rei vai mesmo nú e estas são vozes autorizadas a dizê-lo.

segunda-feira, outubro 09, 2006

I beg to differ

Notas avulsas sobre Lady in the Water. Amo o huis clos de John Hughes a John McClane. Parece-me inquestionável a mestria com que foi fotografado e montado. As performaces são uniformemente boas. O casting é perfeito e chega mesmo ao ponto de incluir o melhor actor do mundo: Jeffrey Wright (acho piada que se tenha em boa conta canastrões que se levam a si mesmos de papel em papel [the name Nicholson comes to mind]; nas personagens de Wright não há qualquer resíduo de Ego, não há sequer um ar de família que as una; é certamente isso ser actor). Que mais? A história é de embalar. Alguém estava à espera do Ace in the Hole?

segunda-feira, outubro 02, 2006

Obra de juventude

Fiz este mapa há uns anos atrás. Tinha-o esquecido. Encontrei-o hoje online. Pareceu-me vagamente familiar mas não o reconheci como meu até ler a legenda. A memória é estranha, se possível.

Mais números negros à Portugal

E depois só vejo gente preocupada com questões trendy como a etnicidade, o género ou a orientação sexual. E a miséria, porra? E a boa velha classe social? São factos da natureza?

sábado, setembro 30, 2006

Posta das 'Confissões de um Artista da Treta'

She was glad to have me baby-sit and play with the girls, but she did not approve of my mixing into the continual quarrels that the girls had with each other. She had always simply let them fight it out, but I soon saw that the older girl, being more advanced intellectually and much heavier physically, always won. (…) The household was pervaded by this atmosphere of a calm adult woman and a man who gave in to his animal impulses. (…) And this, too, Charley tended to accept, because first of all he wasn’t as quick with his tongue as she – and, in the final analysis, he imagined that since she was more intelligent and educated than he then she must, when they disagreed, be right.

Dick, Philip K. (2005 [1975]) Confessions of a Crap Artist. London: Gollancz, pp. 74, 77 e 79-80.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Marcos 10, 43-44

Depois de Maria Madalena, Binoche oferece-nos agora em Alguns Dias em Setembro uma actuação ela própria cristã, na medida em que verdadeira distinção significa serviço. A Ayn Rand é que havia de odiar.

terça-feira, setembro 19, 2006

A Dália Negra

Evelyn Mulwray: She's my daughter.

[Gittes slaps Evelyn]

Jake Gittes: I said I want the truth!

Evelyn Mulwray: She's my sister...

[slap]

Evelyn Mulwray: She's my daughter...

[slap]

Evelyn Mulwray: My sister, my daughter.

[More slaps]

Jake Gittes: I said I want the truth!

Evelyn Mulwray: She's my sister AND my daughter!

Robert Towne, Chinatown


Fui ontem à antestreia. Que aprendi? Temo que pouco. Tem bons valores de produção mas é um pastelão. De resto, era escusado demonstrarem-nos, como De Palma parece empenhar-se em fazer, que a Swank é muitas vezes a actriz que a Johansson poderá ser, escusado maximizar a assimetria. Enfim, nem filha nem irmã: enteada.

quarta-feira, setembro 13, 2006