terça-feira, janeiro 29, 2008

Carpaccio de Hoggart

For most, self-love produces constant anxiety about one's place. So we pick up early, and go on acquiring, multiple signs of where we are and where we should by now like to be, and beyond. The entanglements are immense and affect home, neighbours, friends, professional colleagues, almost everyone we meet.


Hoggart, Richard (2005) Promises to Keep. Thoughts in Old Age. London & New York: Continuum, p. 81.

Cerises

Estou a comer cerejas. Isto é mesmo uma coisa do outro mundo, é como se me desse algum propósito

Expiação

Visto que as minhas expectactivas eram francamente baixas foi uma surpresa agradável. Muito teatral, senti-me a ver uma peça em cenários gigantescos. Pouco apropriado ao meu estado de espírito pois achei que todo o filme é sobre a loucura, todas as personagens são loucas. Gostei, até posso dizer, quase muito!

domingo, novembro 18, 2007

quinta-feira, novembro 08, 2007


Por vezes a vida mima-nos. Será que para o mês teremos a Blanchett ou a Richardson?

terça-feira, setembro 18, 2007

Nausicaä

Pois, estou a ler a Nausicaä pela primeira vez. Ainda vou a meio do primeiro volume mas constato que realmente mais vale a pena ir direito aos clássicos do que perder tempo a garimpar os contemporâneos. Acho que fui displicente face à Nausicaä por entender Miyazaki sobretudo como um cineasta. Disparate.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Febra de Goblot

...la richesse assure des loisirs que le bourgeois a utilisés pour faire des études et accroître sa valeur personnelle...

Goblot, E. (1967 [1925]) La barriére et le niveau: étude sociologique sur la bourgeoisie française moderne. Paris: Presses Universitaires de France, p. 104.

Posta de Proust

Para ele [o letrado], um livro não é o anjo que levanta voo logo que ele abriu as portas do jardim celeste, mas um ídolo imóvel, que adora por ele próprio, que, em vez de receber uma dignidade verdadeira dos pensamentos que desperta, comunica uma dignidade fictícia a tudo quanto o rodeia. (...) considero doentio este gosto, esta espécie de respeito fetichista pelos livros...

Proust, M. (1997 [1905]). O Prazer da Leitura. Lisboa: Editorial Teorema, pp. 45-46.

terça-feira, agosto 21, 2007

Fatia de Russell

Há dois motivos para se ler um livro; um, o próprio prazer da leitura; o outro, a possibilidade de alardear conhecê-lo.

Russell, B. (1997 [1930]). A Conquista da Felicidade. Lisboa: Guimarães Editores, p. 52.

domingo, agosto 19, 2007

Naco de Proust

[Entre os letrados] ignorar um determinado livro, uma determinada particularidade da ciência literária, será sempre, mesmo num homem de génio, uma marca de grosseria intelectual. A distinção e a nobreza consistem na ordem do pensamento também, numa espécie de franco-maçonaria de costumes, e numa herança de tradições.

Proust, M. (1997 [1905]). O Prazer da Leitura. Lisboa: Editorial Teorema, pp. 56-57.