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sexta-feira, março 11, 2005
Varicela #1
Às 8:04 telefonei para o centro de saúde de Paço de Arcos, de onde uma voz de homem me informou que o meu médico não viria e me indicou que me deveria dirigir às urgências do centro de saúde de Oeiras.
terça-feira, março 08, 2005
Em Primeira Mão
Justiça discrimina estrangeiros Taxa de criminalidade entre a população estrangeira é maior do que a portuguesa
Céu Neves
As estatísticas indicam que a taxa de criminalidade entre a população estrangeira (11 por mil) é maior do que entre a portuguesa (7 por mil). O que elas não explicam é porque é que isso acontece. Um estudo, promovido pelo Observatório da Imigração e o Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), ontem apresentado, diz que isso se deve ao tipo de crime, à fraca defesa de advogados oficiosos e ao preconceito do sistema judiciário. O debate que o trabalho suscitou resumiu tudo numa palavra que, de início, recearam dizer "discriminação".A comparação do envolvimento de estrangeiros e portugueses em processos que terminaram em julgamento na primeira instância, entre 1997 e 2003, indica que há uma sobre-representação de cidadãos oriundos de outros países em todas as fases processuais arguidos, condenados, em prisão preventiva e em prisão efectiva. Os estrangeiros têm logo à partida uma grande desvantagem. É que basta serem encontrados sem documentos para lhes ser aplicada prisão preventiva, enquanto que para os portugueses é preciso existirem indícios fortes da prática de um crime punido com pena superior a três anos, o perigo de fuga ou de perturbação do inquérito e a suspeita da prática continuada da actividade criminosa. Afinando mais a informação estatística, verifica-se que o tráfico de estupefacientes é o principal motivo que leva à condenação de estrangeiros e esta é uma das situações que têm uma moldura penal elevada. Em 2003, estava na origem das condenações a prisão efectiva de cidadãos de outros países e de apenas 15% dos portugueses. Seguem-se o roubo e o crime qualificado, tráfico de quantidades diminutas e falsificação de documentos. Estes crimes também se verificam na população portuguesa, só que a maioria diz respeito ao furto qualificado e ao roubo, surgindo em terceiro lugar o tráfico de droga.Estas primeiras conclusões podem ser justificadas com a aplicação da lei, mas essa ideia é posta de parte quando a análise é feita a um nível mais pormenorizado. "Nas condenações dos estrangeiros predominam as penas de maior duração e, com frequência assinalável, as durações médias das penas de prisão aplicadas ao mesmo tipo de crime são superiores para os estrangeiros», concluem Hugo Seabra e Tiago Santos, sociólogos e investigadores da Númena (Centro de Investigação em Ciências Sociais) que realizaram o estudo "A criminalidade de estrangeiros em Portugal um inquérito científico", a partir das estatísticas do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça.Perante tais dados, Miranda Pereira, director-geral dos Serviços Prisionais, não teve dúvidas em afirmar que existe discriminação na aplicação da lei, mesmo que isso aconteça de forma inconsciente. A opinião foi partilhada por Paulo Albuquerque (ver perguntas e respostas), ex-juiz do Tribunal da Boa Hora e actualmente professor na Faculdade de Direito da Universidade Católica, embora tenha afirmado que não sentiu diferença de tratamento entre estrangeiros e portugueses quando exerceu a actividade de juiz. "Os dados são esses e têm que ser vistos de forma fria e analítica", justificou.Os sociólogos também concluíram que se os nacionais e não nacionais tivessem a mesma composição demográfica e condições sociais teriam as mesmas percentagens de prática criminal.
in Diário de Notícias
Os sociólogos são nossos amigos. Clientes do Bar (só um consumidor!!) e estão de parabéns
Céu Neves
As estatísticas indicam que a taxa de criminalidade entre a população estrangeira (11 por mil) é maior do que entre a portuguesa (7 por mil). O que elas não explicam é porque é que isso acontece. Um estudo, promovido pelo Observatório da Imigração e o Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), ontem apresentado, diz que isso se deve ao tipo de crime, à fraca defesa de advogados oficiosos e ao preconceito do sistema judiciário. O debate que o trabalho suscitou resumiu tudo numa palavra que, de início, recearam dizer "discriminação".A comparação do envolvimento de estrangeiros e portugueses em processos que terminaram em julgamento na primeira instância, entre 1997 e 2003, indica que há uma sobre-representação de cidadãos oriundos de outros países em todas as fases processuais arguidos, condenados, em prisão preventiva e em prisão efectiva. Os estrangeiros têm logo à partida uma grande desvantagem. É que basta serem encontrados sem documentos para lhes ser aplicada prisão preventiva, enquanto que para os portugueses é preciso existirem indícios fortes da prática de um crime punido com pena superior a três anos, o perigo de fuga ou de perturbação do inquérito e a suspeita da prática continuada da actividade criminosa. Afinando mais a informação estatística, verifica-se que o tráfico de estupefacientes é o principal motivo que leva à condenação de estrangeiros e esta é uma das situações que têm uma moldura penal elevada. Em 2003, estava na origem das condenações a prisão efectiva de cidadãos de outros países e de apenas 15% dos portugueses. Seguem-se o roubo e o crime qualificado, tráfico de quantidades diminutas e falsificação de documentos. Estes crimes também se verificam na população portuguesa, só que a maioria diz respeito ao furto qualificado e ao roubo, surgindo em terceiro lugar o tráfico de droga.Estas primeiras conclusões podem ser justificadas com a aplicação da lei, mas essa ideia é posta de parte quando a análise é feita a um nível mais pormenorizado. "Nas condenações dos estrangeiros predominam as penas de maior duração e, com frequência assinalável, as durações médias das penas de prisão aplicadas ao mesmo tipo de crime são superiores para os estrangeiros», concluem Hugo Seabra e Tiago Santos, sociólogos e investigadores da Númena (Centro de Investigação em Ciências Sociais) que realizaram o estudo "A criminalidade de estrangeiros em Portugal um inquérito científico", a partir das estatísticas do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça.Perante tais dados, Miranda Pereira, director-geral dos Serviços Prisionais, não teve dúvidas em afirmar que existe discriminação na aplicação da lei, mesmo que isso aconteça de forma inconsciente. A opinião foi partilhada por Paulo Albuquerque (ver perguntas e respostas), ex-juiz do Tribunal da Boa Hora e actualmente professor na Faculdade de Direito da Universidade Católica, embora tenha afirmado que não sentiu diferença de tratamento entre estrangeiros e portugueses quando exerceu a actividade de juiz. "Os dados são esses e têm que ser vistos de forma fria e analítica", justificou.Os sociólogos também concluíram que se os nacionais e não nacionais tivessem a mesma composição demográfica e condições sociais teriam as mesmas percentagens de prática criminal.
in Diário de Notícias
Os sociólogos são nossos amigos. Clientes do Bar (só um consumidor!!) e estão de parabéns
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Programação Neurolinguística
Fui abordado há dois dias por um indivíduo que me pareceu ser um cigano romeno. Tentou vender-me o almanaque Borda d'Água. Agradeci e recusei. E foi aí que algo aconteceu. Ainda no mesmo tom de voz - coloquial, público - perguntou-me se me poderia perguntar uma coisa. Que sim, claro. Mudou o tom de voz - mais baixo, ínimo, envergonhado e confidente - e disse-me que tinha fome. Se eu lhe podia dar 50 cêntimos para um bolo. Nem pensei: dei-lhe logo dinheiro.
Este episódio foi para mim um confronto directo com uma proficiência que nunca supus existir na mendicidade. O indivíduo com que me confrontei era um autêntico monge shaolin da mendicância. Há certamente uma aprendizagem enorme por trás disto. E reflexão: deve haver conclaves secretos nos quais os mestres discutem eventuais aperfeiçoamentos das técnicas milenares.
O acontecimento recordou-me de que a vida é assim: profundidades escondidas a cada passo; mistério e assombro por todo o lado. Excepto no escritório.
Este episódio foi para mim um confronto directo com uma proficiência que nunca supus existir na mendicidade. O indivíduo com que me confrontei era um autêntico monge shaolin da mendicância. Há certamente uma aprendizagem enorme por trás disto. E reflexão: deve haver conclaves secretos nos quais os mestres discutem eventuais aperfeiçoamentos das técnicas milenares.
O acontecimento recordou-me de que a vida é assim: profundidades escondidas a cada passo; mistério e assombro por todo o lado. Excepto no escritório.
domingo, fevereiro 20, 2005
Maioria absoluta
Então vamos criar uma maioria absoluta com base num voto de protesto? Quero dizer: ninguém anda embevecido com o PS mas ainda assim damos-lhe plenos poderes?
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
O Sexo dos Anjos
Como estou saturada de aqui ver escarrapachado o meu estado de espírito resolvi escrever acerca do “nosso” estado de espírito.
Andamos com o credo na boca há uns bons meses!
O país está de tanga, o primeiro ministro demite-se, os portugueses respiram futebol. Colapsos e vibrações, uma vitória contra a Inglaterra, suspense, bandeiras e a final contra a Grécia não cortou a respiração mas provoca espasmos. As batidas cardíacas retomam a normalidade e à medida que a conformidade com os resultados de futebol se vai instalando, um novo suspense assola o país.
Estamos outra vez com o credo na boca! Há eleições antecipadas ou muda-se o governo sem novas eleições? A decisão está tomada e há novas tomadas de posse. Agora respira-se devagar, devagarinho! Receia-se que se gaste o ar todo que temos nos pulmões. O país já gastou mais do que devia e o défice vem jantar a nossa casa todas as noites, em todos os canais, em todos os jornais!
Fazendo juz ao Príncipe Perfeito, uma vez mais, as tormentas se tornam esperança. Esperamos que a crise acabe, esperamos acabar com o défice, esperamos por melhores dias. O presidente não esperou e antes do Natal, já a coisa vai mal! No sapatinho dos portugueses aparece um presente, para alguns envenenado. Estamos outra vez com o credo na boca. “Credo, o que é que lhe deu?!”; “Credo, já não era sem tempo!”.
A coisa vem a propósito. Ano novo vida nova e é tempo de renovar, mesmo para aqueles que não gostam dos renovadores. Queremos começar com ar puro, queremos respirar. Chega de taquicardias. Enchemos o peito de ar. Queremos ter energia para estarmos presentes quando for para decidir. É o nosso futuro! Vão mexer nas nossas vidas e queremos saber o que vão fazer: já não há mais estádios de futebol mas há ainda um TGV por vingar, há programas de investimento na saúde como serviço público, na educação, na formação, na tecnologia, na defesa nacional, no equilíbrio das contas públicas? Há tanta coisa por fazer! Só temos que escolher! E nós queremos saber tudo para poder decidir. O tempo aperta e estamos outra vez com o credo na boca – voto útil ou voto no PP, voto útil ou voto no PCP? Há vários trocadilhos mas nós não queremos que nos troquem as voltas.
Enquanto queremos decidir por uma política mais económica, ou social, ou cultural ou
tal e tal ... discute-se o SEXO DOS ANJOS. De repente tornaram-se prioritárias na agenda política nacional as decisões sobre uma série de grandes questões do nosso tempo, como se de um sketch do Gato Fedorento se tratasse.
Os direitos humanos e igualitários discutem-se na praça pública a pretexto de ofensas disfarçadas, mais conhecidas por insinuações! Falta-nos o ar!
Já passámos o Verão e o Natal e agora vem o Carnaval. A nossa política bem se pode passear nos carros alegóricos dos cortejos carnavalescos! Este ano o Carnaval do continente vai ser tão animado quanto o da Madeira. Se o tempo havia transformado a época em folia e samba, fazemos agora juz à tradição do Entrudo brincando-se num folguedo alegre mas violento. É Carnaval, ninguém leva a mal. No Entrudo vale tudo!
Creio que chega de brincadeiras! É tempo de respirar, é tempo de nos levarem a sério!
Andamos com o credo na boca há uns bons meses!
O país está de tanga, o primeiro ministro demite-se, os portugueses respiram futebol. Colapsos e vibrações, uma vitória contra a Inglaterra, suspense, bandeiras e a final contra a Grécia não cortou a respiração mas provoca espasmos. As batidas cardíacas retomam a normalidade e à medida que a conformidade com os resultados de futebol se vai instalando, um novo suspense assola o país.
Estamos outra vez com o credo na boca! Há eleições antecipadas ou muda-se o governo sem novas eleições? A decisão está tomada e há novas tomadas de posse. Agora respira-se devagar, devagarinho! Receia-se que se gaste o ar todo que temos nos pulmões. O país já gastou mais do que devia e o défice vem jantar a nossa casa todas as noites, em todos os canais, em todos os jornais!
Fazendo juz ao Príncipe Perfeito, uma vez mais, as tormentas se tornam esperança. Esperamos que a crise acabe, esperamos acabar com o défice, esperamos por melhores dias. O presidente não esperou e antes do Natal, já a coisa vai mal! No sapatinho dos portugueses aparece um presente, para alguns envenenado. Estamos outra vez com o credo na boca. “Credo, o que é que lhe deu?!”; “Credo, já não era sem tempo!”.
A coisa vem a propósito. Ano novo vida nova e é tempo de renovar, mesmo para aqueles que não gostam dos renovadores. Queremos começar com ar puro, queremos respirar. Chega de taquicardias. Enchemos o peito de ar. Queremos ter energia para estarmos presentes quando for para decidir. É o nosso futuro! Vão mexer nas nossas vidas e queremos saber o que vão fazer: já não há mais estádios de futebol mas há ainda um TGV por vingar, há programas de investimento na saúde como serviço público, na educação, na formação, na tecnologia, na defesa nacional, no equilíbrio das contas públicas? Há tanta coisa por fazer! Só temos que escolher! E nós queremos saber tudo para poder decidir. O tempo aperta e estamos outra vez com o credo na boca – voto útil ou voto no PP, voto útil ou voto no PCP? Há vários trocadilhos mas nós não queremos que nos troquem as voltas.
Enquanto queremos decidir por uma política mais económica, ou social, ou cultural ou
tal e tal ... discute-se o SEXO DOS ANJOS. De repente tornaram-se prioritárias na agenda política nacional as decisões sobre uma série de grandes questões do nosso tempo, como se de um sketch do Gato Fedorento se tratasse.
Os direitos humanos e igualitários discutem-se na praça pública a pretexto de ofensas disfarçadas, mais conhecidas por insinuações! Falta-nos o ar!
Já passámos o Verão e o Natal e agora vem o Carnaval. A nossa política bem se pode passear nos carros alegóricos dos cortejos carnavalescos! Este ano o Carnaval do continente vai ser tão animado quanto o da Madeira. Se o tempo havia transformado a época em folia e samba, fazemos agora juz à tradição do Entrudo brincando-se num folguedo alegre mas violento. É Carnaval, ninguém leva a mal. No Entrudo vale tudo!
Creio que chega de brincadeiras! É tempo de respirar, é tempo de nos levarem a sério!
sábado, janeiro 22, 2005
O meu estado de espírito
Desejo
Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.
[Carlos Drummond de Andreade]
Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.
[Carlos Drummond de Andreade]
O que eu realmente queria era alguém que me oferecesse flores...
[Anadil]
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Análise comparada dos programas eleitorais
Comecei a fazer uma análise temática dos programas eleitorais. Algo tão simples como classificar os parágrafos dos programas segundo o tema que abordam. A seu tempo, colocarei o resultado à disposição dos frequentadores do bar para que estes escrevam sobre o tema de sua eleição. Há voluntários?
Não consigo entender a posição da Igreja face ao uso do preservativo.
Receiam que a aprovação do seu uso dê lugar a uma interpretação de legitimidade de comportamentos sexuais promíscuos. Até aí percebo – vêem o sexo como uma expressão de amor, fruto de uma relação exclusiva e claro, heterossexual. Fazem crer que nestas condições não há vírus a temer e como tal não há necessidade de preservativos.
O que está para lá da minha compreensão é a resistência em encarar que a realidade é diferente do cenário idílico que projectam. A vida sexual vai para além das intenções de reprodução referidas na bíblia e de relações exclusivas e perpétuas.
Como podem não admitir isto? É birra, prova de forças, luta de princípios?
Se a questão é de princípios pergunto-me como podem continuar a celebrar o casamento como um sacramento inalterável no espaço diocesano. Acreditam que as cerimónias pomposas que enchem as igrejas estão repletas de crenças e espiritualismos cristãos? Excomungam divorciados devotos mas casam pagãos, uns atrás dos outros?
“Não é possível permanecer indiferente e inerte diante da pobreza e do subdesenvolvimento. Não podemos fechar-nos nos nossos interesses egoístas, abandonando inúmeros irmãos e irmãs que vivem na miséria e, o que é ainda mais grave, deixando que um grande número deles vá ao encontro de uma morte inexorável. “
MENSAGEM DE JOÃO PAULO II
Vaticano, 11 de Junho de 2003. (http://www.patriarcado-lisboa.pt)
Há 39,4 milhões de pessoas infectadas com VIH em todo o mundo, das quais 2,2 milhões de crianças. 14 000 foram infectadas diariamente com o VIH , só em 2004.
Claro que a responsabilidade não é do Vaticano e as suas mensagens também não devem ter assim tanta influência nos comportamentos sexuais, mas a que se deve a arrogância dos comunicados sistemáticos acerca do uso do preservativo?
Receiam que a aprovação do seu uso dê lugar a uma interpretação de legitimidade de comportamentos sexuais promíscuos. Até aí percebo – vêem o sexo como uma expressão de amor, fruto de uma relação exclusiva e claro, heterossexual. Fazem crer que nestas condições não há vírus a temer e como tal não há necessidade de preservativos.
O que está para lá da minha compreensão é a resistência em encarar que a realidade é diferente do cenário idílico que projectam. A vida sexual vai para além das intenções de reprodução referidas na bíblia e de relações exclusivas e perpétuas.
Como podem não admitir isto? É birra, prova de forças, luta de princípios?
Se a questão é de princípios pergunto-me como podem continuar a celebrar o casamento como um sacramento inalterável no espaço diocesano. Acreditam que as cerimónias pomposas que enchem as igrejas estão repletas de crenças e espiritualismos cristãos? Excomungam divorciados devotos mas casam pagãos, uns atrás dos outros?
“Não é possível permanecer indiferente e inerte diante da pobreza e do subdesenvolvimento. Não podemos fechar-nos nos nossos interesses egoístas, abandonando inúmeros irmãos e irmãs que vivem na miséria e, o que é ainda mais grave, deixando que um grande número deles vá ao encontro de uma morte inexorável. “
MENSAGEM DE JOÃO PAULO II
Vaticano, 11 de Junho de 2003. (http://www.patriarcado-lisboa.pt)
Há 39,4 milhões de pessoas infectadas com VIH em todo o mundo, das quais 2,2 milhões de crianças. 14 000 foram infectadas diariamente com o VIH , só em 2004.
Claro que a responsabilidade não é do Vaticano e as suas mensagens também não devem ter assim tanta influência nos comportamentos sexuais, mas a que se deve a arrogância dos comunicados sistemáticos acerca do uso do preservativo?
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Muito para além de uma moneterização da economia, assistimos a uma moneterização da existência. O dinheiro permeia e coloniza todos os interstícios da nossa vida, do nosso quotidiano. Se bem que já estamos algo habituados, mal habituados, a que todo o labor seja trabalho, estranhamos ainda que todo o lazer se vá tornando consumo. Pelo menos alguns estranham. Esta tendência é visível tanto na história da espécie como na história do indivíduo, o que permite a recordação pessoal de que uma outra existência é possível.
sexta-feira, janeiro 07, 2005
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Olhem para mim
É o nosso grito desesperado. Olhem para mim, estou aqui!!
O que as comédias dramáticas do cinema europeu têm de tão marcante é provavelmente a semelhança à vida real. Nós estamos no cinema, estamos ali, na plateia e na tela. Somos espectadores e personagens de enredos que não precisam de realizador. Neste filme, em particular, assumimos vários papeis, tão depressa estamos do lado dos bons como dos maus. Aconselho!
O que as comédias dramáticas do cinema europeu têm de tão marcante é provavelmente a semelhança à vida real. Nós estamos no cinema, estamos ali, na plateia e na tela. Somos espectadores e personagens de enredos que não precisam de realizador. Neste filme, em particular, assumimos vários papeis, tão depressa estamos do lado dos bons como dos maus. Aconselho!
terça-feira, janeiro 04, 2005
segunda-feira, janeiro 03, 2005
92 & 94
quarta-feira, dezembro 29, 2004
A mobilidade social é um tiro no pé. De quem?
A cada geração que passa a burguesia recebe no seu seio um número de pessoas oriundas do proletariado. Na medida em que o principal canal de mobilidade social ascendente seja a escola, a burguesia suster-se-á (recordo que não tem um desenvolvimento demográfico sustentável) de um fluxo seleccionado de marrões neuróticos, graxistas sebosos e prostitutos. Quais as consequências desta eugenia tácita em prol da mediocridade? A revolução torna-se inevitável porque a coisa cai de podre? O facto de nada cair prova que afinal a reprodução não se faz pela escola?
terça-feira, dezembro 28, 2004
Há ou não há amanhã?
Há ou não há amanhã? Poupamos ou consumimos? Havemos de ser espontâneos ou calculistas? É melhor que prestemos atenção aos meios ou aos fins?
Suspeito que o posicionamento no contínuo que estas questões indiciam é um dos dados mais relevantes que podemos recolher acerca de uma pessoa ou cultura. Não menos importante será a diferença entre o indicadores objectivos e indicadores narrativos da posição de cada um num tal espectro.
Se me conheço a mim mesmo, e julgo que conheço um pouco, debito um discurso muito mais milenarista (imediatista) do que a prática da minha vida denota. Sou um hipócrita. Será que só por saber que o sou vou progressivamente deixando de o ser? Se sim, como se opera a redução da descolagem? É a prática que vai de encontro ao discurso ou vice-versa? Continuo a fazer o PPR. Ainda não comecei a pagar o dízimo à UNICEF.
Suspeito que o posicionamento no contínuo que estas questões indiciam é um dos dados mais relevantes que podemos recolher acerca de uma pessoa ou cultura. Não menos importante será a diferença entre o indicadores objectivos e indicadores narrativos da posição de cada um num tal espectro.
Se me conheço a mim mesmo, e julgo que conheço um pouco, debito um discurso muito mais milenarista (imediatista) do que a prática da minha vida denota. Sou um hipócrita. Será que só por saber que o sou vou progressivamente deixando de o ser? Se sim, como se opera a redução da descolagem? É a prática que vai de encontro ao discurso ou vice-versa? Continuo a fazer o PPR. Ainda não comecei a pagar o dízimo à UNICEF.
Voltei
Estive sem computador cerca de vinte dias. A princípio apanhei uma grande carga de nervos. Depois apecebi-me que estar em casa sem computador me fez retomar leituras qua havia abandonado, retomar trabalhos manuais que estavam quase esquecidos, acabar definitivamene com as arruações do escritório, ver dezenas de episódios de Seinfeld, enfim... Concluí ainda que o trabalho não só tinha que esperar (abrandar o ritmo), como PÔDE mesmo esperar. Acho que até foi uma boa prenda de Natal.
Claro que posso mudar de ideias se não conseguir terminar tudo o que preciso até ao fim do ano, e aí, cá estarei para vos relatar a minha carga de nervos!!
Entretanto, a mensagem tardia:
Votos de Bom Natal a todos os clientes do bar. Aos que entram e consomem, e aos que nos vêem da janela da rua.
Claro que posso mudar de ideias se não conseguir terminar tudo o que preciso até ao fim do ano, e aí, cá estarei para vos relatar a minha carga de nervos!!
Entretanto, a mensagem tardia:
Votos de Bom Natal a todos os clientes do bar. Aos que entram e consomem, e aos que nos vêem da janela da rua.
domingo, dezembro 26, 2004
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