quarta-feira, dezembro 15, 2004


A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós

No Natal pela manhã
Ouvem-se os sinos tocar
E há uma grande alegria, no ar

A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Nesta manhã de Natal
Há em todos os países
Muitos milhões de meninos, felizes

A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Vão aos saltos pela casa
Descalças ou com chinelos
Procurar suas prendas, tão belas

A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Depois há danças de roda
As crianças dão as mãos
No Natal todos se sentem, irmãos

A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós

Se isto fosse verdade
Para todos os Meninos
Era bom ouvir os sinos tocar.


E quem não se lembra, humm?
A todos um bom natal

sexta-feira, dezembro 10, 2004

A felicidade é, segundo gandhi, a harmonia entre o que pensamos, o que dizemos e o que fazemos. Por esta ordem de ideias, este país só pode andar deprimido e infeliz!

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Aristocracia, meritocracia

De há uns tempos a esta parte tenho vindo a interrogar-me qual poderia ser a diferença entre estes dois conceitos. Ambos são respostas às questões siamesas de quem recebe o quê e porquê mas, à primeira vista, pareciam-me ser a mesma resposta: os "melhores", também conhecidos por os "merecedores" levam o bolo. Repugna à razão a ideia de que os melhores possam não ser merecedores ou que os merecedores não sejam os melhores. Qual, se alguma, é a diferença então?

Fiz alguma pesquisa. Aristocracia é uma sã palavra grega. Meritocracia é um neologismo miscigenado de grego e latim. De uma à outra parece ir a diferença entre ser e fazer, entre Parménides e Heraclito, entre predestinação e salvação pelas obras.

De um ponto de vista crítico, o essencialismo da ideia de aristocracia condena-a à partida: trata-se, pura e simplesmente, de legitimar uma expropriação arbitrária do bem comum. A meritocracia revela-se um bocadinho mais subtil mas não menos perniciosa: a ser bem feita é a corrida das ratazanas, os ataques cardíacos aos quarenta anos e os suicídios de adolescentes que não conseguem notas suficientemente boas.

Enfim, nem uma nem outra. Fraternidade.

domingo, dezembro 05, 2004

Vox populi num comboio com destino à capital: 'Nenhum que vá para lá endireita isto. Todos os partidos vão para lá encher os bolsos. Ai, ai...'
Há uma coisa nisto dos blogues: não são para operários. Quem trabalha não bloga, não pode blogar.

sábado, dezembro 04, 2004

Sendo milenarista, Jesus não teve porque se preocupar em planear uma sociedade. A duração da vida humana na Judeia do século I certamente facilitava as coisas. O tempo joga contra a salvação dos longevos da mesma forma que o dinheiro contra a dos possidentes. Contudo, também não lamento este fruto progresso.

O Natal da minha vida

O Natal chegou à rua!
Há luzes, cores, brilho, pais Natal a escalar paredes e a tentar entrar nas varandas. Os enfeites cobrem as montras e até as lojas chinesas têm luzes a piscar. Os comerciantes esperam que este ano a coisa corra melhor. Nós aproveitamos o pretexto para o consumir mais, embrulhamos presentes com carinho e chegamos a lembrarmo-nos daqueles que esquecemos durante os restantes 11 meses profanos. Trocamos livros, discos, pijamas e chinelos; comemos chocolates e rabanadas; apertamos um pouco os nossos corações quando num zapping passamos pelo “Natal dos Hospitais”; no dia 25 os contentores das nossas urbes transvazam de caixas do Toys Ur’us , embalagens e papeis de embrulho coloridos. Os homens do lixo também têm Natal!!
Este é o Natal do meu mundo. Há outros!

Ao clima natalício que invade os nossos percursos falta-me o calor que aquecia mesmo as noites mais frias de natal. Não sei explicar porquê mas acho que falta a simplicidade. Os adornos soam-me a falso, a supérfluo... Eu gosto do Natal porque me lembro de uma foto em que eu e a minha irmã, pequenitas, seguramos um quadro de ardósia em que a minha mãe escreveu a giz – Feliz Natal 1975. Atrás de nós está uma árvore de Natal, daqueles pinheiros verdadeiros, que o meu pai nos levou a escolher. A árvore está carregada de tal simplicidade que mesmo sem olhar para a foto me lembro que tem cinco ou seis bolas vermelhas, nada mais... Havia também um presépio que o meu primo fez em barro. Ao lado da árvore estão dois ou três embrulhos. Nesse Natal eu e a minha irmã recebemos, cada uma, um boneco. Ao meu chamei Paulo. Tinha umas jardineiras azuis escuras e cabelo arruivado. Fez parte da minha infância até perecer esfarrapado.
Este é o Natal da minha vida. Há outros!

sexta-feira, dezembro 03, 2004

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Purgatorio


Purgatório
Originally uploaded by Promethea.

E aqui estamos no purgatorio (sem acentos para nao desconfigurar)esperando o que la vem.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Dia Mundial de Luta contra a Sida.


Cartaz Luta contra a Sida.
Originally uploaded by Promethea.

Ainda sobre a importância de saber e ter opinião sobre assuntos importantes.
Hoje, 1 de Dezembro, é o dia mundial de luta contra a Sida. Vamos lá testar os nossos conhecimentos sobre esta terrível doença aqui.
Para saber mais, podemos começar por aqui.

Lições de História sobre liberalismo

Devíamos agradecer a PSL.
É graças a ele, afinal de contas, que temos nos últimos meses discutido, de forma mais ou menos acalorada, com mais ou menos propriedade, o futuro do nosso país.
Neste pais discute-se pouco. Lê-se menos. Sabe-se quase nada.
Vamos dizendo sim..porque sim (aquele senhor disse e eu gosto dele)ou não...porque não (aquele senhor de quem eu gosto não concorda com isto).
No mesmo momento em que escrevo este post oiço entrevistas a traseuntes que expressam a sua opinião sobre a decisão do Presidente da República. Sim, porque sim. Não porque não.
Enfim...
Este post sofreu uma tremenda deriva, desde que comecei a escrever, até ao ponto em que me encontro. Afinal, eu só queria partilhar convosco um texto de opinião interessante sobre liberalismo. Sigam o link para a carta de londres. Conhecer a nossa história não serve só para fazer brilharetes de cultura geral. Serve, sobretudo, para formar a opinião.
Até que enfim jorge. Isto está ingovernavel.

sábado, novembro 27, 2004

quarta-feira, novembro 24, 2004

O que será que leva pessoas com lugar marcado a fazer longas filas e caras de enfado, quando poderiam aguardar calmamente sentadas?

A Noite da Saudade

É comovente e bonita a mobilização dos imigrantes ucranianos contra os resultados das eleições no seu país de origem. Não me refiro,obviamente, à oposição propriamente dita mas àquilo que os faz mover.

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Por que és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma Saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Florbela Espanca

Pegada Ecológica

O que é a Pegada Ecológica?

"O conceito da Pegada Ecológica foi desenvolvido pelos investigadores Mathis Wackernagel (actual coordenador da Redefining Progress) e William Rees no início da década de 90. Foi consagrado na Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, que decorreu em Joanesburgo em 2002, como importante indicador de sustentabilidade, por permitir a agregação de indicadores em áreas essenciais da nossa sociedade, como Resíduos, Transportes, Habitação, Alimentação e Consumo de Recursos Naturais, Produtos e Serviços.

Cada um de nós, no seu dia-a-dia, provoca um determinado impacto no Planeta. As nossas opções enquanto consumidores, a forma como nos deslocamos, a quantidade de resíduos que produzimos e até o tipo de alimentação que consumimos, implicam o uso de uma determinada porção de recursos naturais. A Pegada Ecológica traduz a área de terreno produtivo (terra e mar) necessária para produzir esses recursos e assimilar os resíduos produzidos por um cidadão ou por uma determinada população. Sumariamente, através de um simples questionário, é possível calcular um valor (em hectares) que expressa a quantidade de “Planeta” que determinada pessoa necessita para manter o seu estilo de vida, e saber quantas “Terras” seriam necessárias para sustentar uma população humana em que todas as pessoas tivessem um modo de vida similar a esse."(Naturlink)

Façam o vosso teste e surpreendam-se. Confesso que julgava que os meus danos no planeta eram menores. O meu resultado - 4,1

sábado, novembro 20, 2004

Aparas (paráfrases) de Simmel

O limite ao conhecimento recíproco é um facto sociológico elementar (p. 354) que nos condena a construir o outro como uma unidade quando apenas lhe podemos aceder através de fragmentos (p. 348).

Simmel, Georg (1908 [1999]) Sociologie - Etudes sur les formes de la socialisation. Paris: PUF.

A verdade acerca dos Doors

O Manzarek é mais genial do que o Morrison foi. Contudo, a presença do Morrison era condição necessária à expressão da genialidade do Manzarek. Talvez mesmo da sua salvação.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Choose Caliban

É o que Jesus me diz. Entre a imagem do Adrien Brody na montra e o agarrado que, ao lado, pede uns trocos: escolhe o segundo. Mais vale Calibã do que Ariel. É do caralho.

Evidentemente, conhecer o caminho e trilhar o caminho são duas coisas muito diferentes.

Mais comida para o pensamento

Estimulada pelo mistério da cidade perdida, pela busca incessante de que tem sido alvo, pela curiosidade e sede de conhecimento, parti em busca d'"O significado das coisas" e descobri um senhor chamado Grayling.
Deixo-vos um excerto do livro versando sobre a excelência:

"Quando Matthew Arnold escreveu Culture and Anarchy, há mais de cem anos, definiu a procura da excelência no apoio à cultura como «chegar ao conhecimento, no que concerne todos os assuntos que mais nos interessam, do melhor que foi pensado e dito no mundo, e, através deste conhecimento, deixar fluir o pensamento novo e livre sobre as nossas noções e hábitos comuns». Matthew Arnold era inspector das escolas, um grande defensor do ensino superior, e acreditava na excelência do ensino como forma não apenas de prover a economia de pessoal habilitado como também de produzir uma sociedade culta que pusesse em prática o ideal referido na máxima aristotélica acerca da utilização culta do nosso lazer.

Da China à França, todo o país que é ou aspira a ser desenvolvido tem um estrato educacional de elite que visa receber os estudantes mais dotados e oferecer-lhes a melhor formação intelectual possível. Na China, isto é feito desde tenra idade, havendo escolas especiais para as crianças mais inteligentes. Na França, o sistema das Hautes Écoles — universidades superiores o acesso às quais é ferozmente competitivo — selecciona os espíritos excepcionais e submete-os a uma disciplina rigorosa. Em todos os casos, o objectivo é realçar os melhores, por forma a obter a melhor qualidade nos domínios da ciência, da engenharia, do direito, na administração pública, na medicina e nas artes.

Poucas pessoas poderão colocar objecções à base racional que se encontra por detrás disto. Exceptuam-se aquelas para quem a mediocridade universal constitui um preço que merece a pena pagar pela igualdade social. Mas há um perigo em que os meios meritocráticos para o cultivo da excelência podem incorrer: é como se, após o estabelecimento dos meios, o mérito, por si só, deixe de bastar, assumindo-se o dinheiro e a influência como critérios suplementares. Em muitos dos países do mundo — talvez a maioria —, o dinheiro e a influência são determinadores da progressão social, mesmo nos locais onde vigoram igualmente os critérios meritocráticos: na América, é necessário dinheiro para se obter vantagens sociais; na China, ajuda ser membro do Partido.

Os ricos e bem relacionados não constituem o tipo de elite que um sistema educativo deveria encorajar. É fácil, para os jornais sensacionalistas e os políticos populistas, fazer uso pejorativo do termo «elite» para designar estas elites da injustiça — mas estes são igualmente rápidos a criticar os médicos, professores ou desportistas representantes do país que não correspondam às nossas maiores expectativas — se, em suma, eles não se revelarem, afinal, uma elite, no sentido correcto do termo.

Embora existam poucas — a existirem algumas — democracias verdadeiras no mundo (a maior parte dos sistemas que reivindicam este título são oligarquias electivas), o espírito democrático, apesar disso, perpassa a vida ocidental, para o bem e para o mal. O bem reside na pressão que é feita no sentido de se tratar todas as pessoas de forma justa; o mal reside na pressão que é feita no sentido de tornar todas as pessoas idênticas. Este último constitui uma tendência de nivelamento, uma impulsão para baixo, à qual a excelência desagrada porque ergue montanhas onde o espírito democrático-negativo apenas deseja ver planícies. Mas a democracia não devia ter como objectivo reduzir as pessoas e os seus feitos a um denominador comum; devia visar elevá-las, ambiciosa e drasticamente, até tão perto quanto possível de um ideal. E isso significa, entre outras coisas, ter instituições, especialmente de ensino, que sejam as melhores e mais exigentes do seu género."


Nota: Sobre a incongruência entre o discurso teórico e a acção prática veja-se a produção legislativa e as acções que dela resultam.

sábado, novembro 13, 2004

Trovão, mente perfeita

Versão librérrima:

É com assombro que me olham. Olham-me com soberba.
Porque sou a melhor e a pior,
Venal e incorruptível,
Mãe e virgem,
Frívola e frutuosa.
Sou silêncio ininteligível
E a permanência do fluxo.

Fantino

Descobri esta música de Sebastien Tellier na banda sonora do Lost in Translation. Quis partilhá-la convosco.

sexta-feira, novembro 12, 2004

Tout le monde

Tout le monde est une drôle de personne,
Et tout le monde a l'âme emmêlée,
Tout le monde a de l'enfance qui ronronne,
Au fond d'une poche oubliée,
Tout le monde a des restes de rêves,
Et des coins de vie dévastés,
Tout le monde a cherché quelque chose un jour,
Mais tout le monde ne l'a pas trouvé,
Mais tout le monde ne l'a pas trouvé.

Il faudrait que tout le monde réclame auprès des autorités,
Une loi contre toute notre solitude,
Que personne ne soit oublié,
Et que personne ne soit oublié

Tout le monde a une seule vie qui passe,
Mais tout le monde ne s'en souvient pas,
J'en vois qui la plient et même qui la cassent,
Et j'en vois qui ne la voient même pas,
Et j'en vois qui ne la voient même pas.

Il faudrait que tout le monde réclame auprès des autorités,
Une loi contre toute notre indifférence,
Que personne ne soit oublié,
Et que personne ne soit oublié.

Tout le monde est une drôle de personne,
Et tout le monde a une âme emmêlée,
Tout le monde a de l'enfance qui résonne,
Au fond d'une heure oubliée,
Au fond d'une heure oubliée.

Carla Bruni

Ao Frater Caerulus


Conan & Lana
Originally uploaded by Promethea.

Desaparecido faz tempo...

quinta-feira, novembro 11, 2004

DESINTERESSE. Proponho este tema a debate.
Noam Chomski dixit: 'a maioria da população americana é mais à esquerda que os dois partidos'. Que fazer? Escolher o mal menor que para muitos é a abstenção...

terça-feira, novembro 09, 2004

Hoje senti-me recompensada por lutar contra moinhos de vento. Há esperança.

Moda - do Fr. mode < Lat. modu, modo, maneira

...
forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear;
...


Acabo de ver uma pequena entrevista feita ao nosso primeiro ministro no evento Moda Lisboa. Falava sobre moda. Não percebi nada do que disse. No entanto pareceu-me familiarizado com o ambiente. E esta imagem trouxe-me à lembrança um terrível paralelismo entre a moda e a política.
Actores que vestem e despem estilos com agilidade, desfilam nos palcos à espera de serem vistos e pousam para os fotógrafos como que numa feira de vaidades, sorriem às luzes da ribalta que se apagam nos bastidores e exibem imagens que desvanecem com desmaquilhantes... sobretudo fachada. Fachada de algo que está para além do que sabemos ou julgamos saber.
Eu não quero pensar assim, resisto a pensar que a política é dos outros e para os outros. Espero que isto tenha sido uma breve e estúpida ideia, mas tê-la tido fez-me reflectir e partilhar convosco. Vá lá, convençam-me do contrário!!!
Visto: 'A melhor juventude' - prima volta. É magní­fico!

domingo, novembro 07, 2004

Eleições Americanas

Queria ter feito este post mais cedo mas por problemas de acesso fui obrigado fazê-lo apenas hoje.
Mas como diz o ditado:"Há males que vêm por bem"... pois agora estou em posição de o fazer depois de um periodo de reflexão associado ao alimentar da minha própria idea por outras opiniões.
Ora aqui vai:

Estava um homem todo nu numa praia deserta com um faca no bolso, a ler um jornal sem letras à luz de uma vela apagada e pensava para com os seus botões que não tinha: "Por aquela parede acima vai um caracol a descer".

Wanna play?



Originally uploaded by Promethea.

Sure do mister, sure do.

...e praia também.
Atesto que a sesta é revigorante.

sábado, novembro 06, 2004

Há que explicar as pessoas para onde vai e para que serve o dinheiro que confiam ao estado. Tal seria precioso na clarificação de valores.

sexta-feira, novembro 05, 2004

A tralha

Todos nós, num momento ou noutro na nossa vida, paramos para olhar à nossa volta e esclamar: "tanta tralha"!
Pois é, os problemas começam quando esse momento ou outro se repete com alguma frequência. To make a long story short, my friends, eu tenho um dom.
Para além de tralha generalista,tenho a minha especialidade : revistas, folhetos, jornais, relatórios, artigos e demais papeis com volume; também marcham dossiers, capas plásticas, caixas, canetas, e demais bugigangas, office related.
Entram, acomodam-se, reproduzem-se e mofam!
Sou uma tralha-dependente. Preciso de ajuda. Literalmente. Aceitam-se voluntários para rasgar, empacotar e descarregar no papelão.

Democracia


People are the power.
Votes give power.
Bush has the power.
So be it.

Crises de Liderança

Yasser Arafat em coma
Fidel não vai para novo
José Manuel Barroso presidente eleito da Comissão Europeia
Sílvio Berlusconi perde ministros para a Comissão Europeia
George W. Bush reeleito
Santana Lopes primeiro ministro
Che Guevara morto

quinta-feira, novembro 04, 2004

O homem a quem parece que aconteceu não sei que...

Muitos de vocês serão tão fans dos gato fedorento como eu.. ou seja, acham piada a uma cenas e não ligam à maioria.
No entanto uma das mais famosas e que se encaixa quase como algumas minutas de reuniões se fossem reproduzidas na integra:
Meu amigo, isto o que aconteceu foi muito simples, meu amigo!
O que aconteceu é que eu chego aqui e sou logo confrontado com certas de determinadas situações... hã?!
E eu digo:
- Atão mas como é que é?
E os gajos:
- Á e tal...
E eu:
- Á e tal não!... Á e tal não!... Atão eu venho lá de baixo e dizem-me que não sei quê, chego cá acima afinal parece que não! Em quê que ficamos?
E os gajos:
- Á não sei que mais e o camandro...
E eu:
- Mau!.... queres ver que a gente tem de se chatear? Porque isto não pode ser, eu sou um gajo que está aqui a trabalhar; eu quero trabalhar... hã... e sou... e dizem-me... como eu aqui ouvi, dizem-me "á não sei quê"... mas qu'ê isto? qu'ê isto?
Isto não se faz!... porque eu sou um gajo que dou-me bem com toda a gente.. sim senhor... dou-me bem, por mim tá tudo bem e fazem-me isto!!! E há gajos que andam pr'ái, fazem trinta por uma linha, e.. e depois passa tudo.. "incólume"... que é coisa que eu não percebo.
É que eu assim não venh... deixo de vir aqui, vou fazer a minha vida para outros sitios. Sitios onde inclusivamente malta me diz:
- É pá e tal, sim senhor...
E é para lá que eu vou! Deixo de vir aqui pá! hã?...
Porque quando eu vejo que há ai palhaços,pá, que falam falam, falam falam, falam falam, pá, e eu não os vejo a fazer nada, pá!.... fico chatedo, concerteza que fico chateado, pá! Tá a perceber?
Ah(ê)!

Não, não sou o única...

e tu também não Anadil.
Na vasculhadela matinal pelas blogo-feras encontrei este post.
Acordei com violinos e luz.
Há esperança.

quarta-feira, novembro 03, 2004

terça-feira, novembro 02, 2004

Votar ou nao votar, eis a questão


Bonnie & Clyde
Originally uploaded by Promethea.

Hummmm, yep, i'm tempted...

Votos são poder e dão poder


Votes
Originally uploaded by Promethea.

Que o digam os eleitores americanos que tem nas mãos aquela que já foi apelidada da escolha mais importante e vital dos últimos tempos, cujo desfecho será sempre - dizem - apocalí­ptico.
Eu que nada sei destas matérias, que pouco ou nada li sobre o assunto, sou de opinião que estas eleições vão marcar o início de uma nova era, de um novo paradigma. Não pelo seu valor intrínseco, mas pela queda que representam do paradigma actual.

É dia de mosh

Vamos lá, terra dos bravos e lar dos livres:
Surpreende-nos.

segunda-feira, novembro 01, 2004

quinta-feira, outubro 28, 2004

Estupefacção

Obrigado Hamanuke pela comida para o pensamento.

Assistimos impávidos, conformados,de braços caídos e olhos postos no chão....
Demitimo-nos da nossa responsabilidade individual na edificação do processo democrático....
Perdemos (será que algumas vez o adquirimos?) o sentido crítico e viramo-nos para a maledicência...
Queixamo-nos de tudo e de nada e vamos tendo cada vez mais pena de nós....
Não vemos sentido no fazer seja o que for por algo que reputamos de verdadeiramente mau....
Vamo-nos convencendo da inevitabilidade do nosso fado desgraçado e suspiramos pela vinda de um qualquer sebastião que nos venha retirar da letargia em que nos deixamos meter...
...........Yo!
Não fazer nada não é alternativa a coisa nenhuma.

terça-feira, outubro 26, 2004

Lido


"Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quero dizer, nós publicamos um livro para nos livrarmos dele". J.L.Borges

Pensamento

Therapy helps, but screaming obscenities is cheaper.

Vi, registei e...gostei.

O Campeonato Nacional da Língua Portuguesa anda à solta em território nacional - daí, provavelmente, que se apelide de nacional. Congratulo a iniciativa. Mas, a meu ver, devia ganhar asas e sair para além fronteiras, para todos os cantos do mundo onde ainda se fala a língua portuguesa.

E na Tugalandia

diz-se que o governo nega opção nuclear . Uf! Desta já nos "safemos".

Para os amantes de chá

Pesquisa sugere que beber regularmente uma chavena de chá pode contribuir para melhorar a memória.
Notícias destas são verdadeiramente "my cup of tea".

Bom dia :-)

Ao gang do Todolandia.
Isto tem estado parado. Uma tirada aqui e ali, mas sem grande consequência.
Bora lá agitar este bar!

domingo, outubro 24, 2004

A sorte das grandes superfícies está ligada ao modelo de desenvolvimento do território a ser seguido no futuro. A centralização favorece-as do mesmo modo que a descentralização as inibe. Se o diagnóstico acerca da morte da localização fôr correcto, então este será já o seu ocaso.

Pela minha parte, small is beautiful.

Entrevista a Jonas Llander no MSN

Jonas Llander: eu sou um conservador de traumas de estimação
Jonas Llander: que provocão o meu anarquismo
Jonas Llander: se deixar de ter culpa
Jonas Llander: deixo de ser rebelde

sábado, outubro 23, 2004

Nem tradição secreta nem sucessão apostólica

As consequências políticas do Gnosticismo e do Catolicismo são as mesmas.

A liberdade de escolher entre um e outro é a liberdade de escolher entre Coca e Pepsi.

sexta-feira, outubro 22, 2004

"Os professores colocados com horários zero podem passar a assessorar os juizes este ano".

Poderia também ser uma ideia os professores passarem a assessorar os ministros e dirigentes da administração pública. Assim, não só teriam muitíssimos lugares para ocupar como o contribuinte não teria que custear os ordenadinhos chorudos das dezenas de “boys” que entram e saem conforme o amiguinho que está no poder.

Penso que a forma mais elegante de o governo se livrar da estupefacção provocada por esta notícia era dizer que a mesma provinha do Inimigo Público.

Eça de Queirós -> Marcelo Rebelo de Sousa

Por entre o silêncio e as meias palavras lá se vai sabendo ou especulando mais um pouco.

Eis algumas citações de Eça que o professor escolheu alusivas à actualidade de "As Farpas" (Eça de Queirós e Ramalho Ortigão)

«O homem de mais recto juízo não se atreveria declarar-se publicamente tal qual é. Recearia comprometer-se. (...) Comprometer-se quer simplesmente dizer: que os ministros nos demitam dos nossos empregos, que os centros políticos nos expulsem, que os partidos nos reneguem.»;
«O ministério, o poder executivo, deixou de ser um poder do Estado, é uma necessidade do programa constitucional. (...) Não governa, não tem ideia, não tem sistema; não reforma, nada estabelece; está ali, é o que basta.»

quarta-feira, outubro 20, 2004

'Dawn of the Age of Mercury' ou 'Hearsay & Wishful Thinking'

Nos últimos dias tenho estado demasiado exausto para blogar.
Espero que agora as coisas melhorem.

Alguém me dizia há tempos que o cinema é a quinta maior indústria dos Estados Unidos. De outra pessoa ouvi algo que, espremido, dava qualquer coisa como:

Democratas = lobby das farmacêuticas

Republicanos = lobby das armas

Penso que se Bush fôr corrido a vitória não será tanto de Kerry como de Moore, Springsteen e companhia, ou seja, as farmacêuticas apenas ganharão pela coligação com as indústria de conteúdos culturais. Ainda não reflecti aprofundadamente a este respeito mas intuo que, apesar de tudo, estas podem ser boas notícias.

Afinal, não há negócio como o do espectáculo.

terça-feira, outubro 19, 2004

Shots

No rescaldo da apresentação do orçamento de estado 2005, o editorial do
Diário Económico é dedicado à sesta do P.M..

quinta-feira, outubro 14, 2004

Heraclito -> Camões -> José Mário Branco

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

E se todo o mundo é composto de mudança
troquemos-lhe as voltas,
que inda o dia é uma criança

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

Mas se todo o mundo é composto de mudança
troquemos-lhe as voltas,
que inda o dia é uma criança

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

Mas se todo o mundo é composto de mudança
troquemos-lhe as voltas,
que inda o dia é uma criança

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Mas se todo o mundo é composto de mudança
troquemos-lhe as voltas,
que inda o dia é uma criança

Parménides -> Hupfeld -> Sinatra

[This day and age we're living in
Gives cause for apprehension
With speed and new invention
And things like fourth dimension.
Yet we get a trifle weary
With Mr. Einstein's theory.
So we must get down to earth at times
Relax relieve the tension

And no matter what the progress
Or what may yet be proved
The simple facts of life are such
They cannot be removed.]

You must remember this
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by.

And when two lovers woo
They still say, "I love you."
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by.

Moonlight and love songs
Never out of date.
Hearts full of passion
Jealousy and hate.
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny.

It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.

Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by.

sábado, outubro 09, 2004

Por favor, tentem compreender: não tenho escolha senão bater-me pelo livre arbítrio.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Disse um espectador de outros tempos...

...algo que ainda hoje se nos aplica.

"(...) Que resta pois? Resta, como esperança, o sabermos que as nações têm a vida dura, e que o nosso Portugal tem a vida duríssima. E se os que estão no poder porfiarem sempre em cometer a menor soma humanamente possível de erros e realizar a maior soma humanamente possível de acertos, muitos perigos podem ser conjurados e a hora má adiada. O interesse de quem tem o poder (como dizia ultimamente, nestas mesmas páginas, tratando do Brasil, o Sr. Frederico de Sá) está todo e unicamente em acertar. Senão já por dever de consciência e de patriotismo, ao menos por egoísmo, por vantagem própria e individual, por ambição mesmo do poder, o esforço constante de um governo deve ser acertar. Entre nós têm-se visto governos que parecem absurdamente apostados em errar, errar de propósito, errar sempre, errar em tudo, errar por frio sistema. Há períodos em que um erro mais ou um erro menos realmente pouco conta. No momento histórico a que chegamos, porém, cada erro, por mais pequeno, é um novo golpe de camartelo friamente atirado ao edifício das instituições; mas ao mesmo tempo tal é a inquietação que todos temos do futuro e do desconhecido, que cada acerto, cada bom acerto, é uma estaca mais, sólida e duradoura, para esteiar as instituições, Toda a dúvida está em saber se ainda há, ou se já não há, em Portugal, um governo capaz de sinceramente se compenetrar desta grande, desta irrecusável verdade."

Eça de Queirós in «Revista de Portugal»

quinta-feira, outubro 07, 2004

Outro naco de Vineland (p.252)

"They arrived at the fence, about where the maps said it would be, well before dawn, during the hour of the rat, when the body sleeps deepest even if awake, still following the same cycle, most vulnerable."

Thomas Pynchon (2000) Vineland. Vintage, London.

Michael Moore procurado pela justiça

Por fim, os republicanos resolveram dar esse gosto às Cassandras que predisseram que algo de mau acabaria por acontecer ao cineasta.

quarta-feira, outubro 06, 2004

A voz do mundo

Bom dia :-)

Deixo-vos a referência para The world's voice, the world's vote.
Neste site vota-se desde 1 de Setembro de 2004 até 2 de Novembro de 2004 nos candidatos às presidenciais dos Estados Unidos da América.
Vale a pena dar uma vista de olhos.

domingo, outubro 03, 2004

Musas, daimones, vozes. Outras leis da entropia.

Também a nossa existência intelectual é vivida a crédito. Consumimos muito mais do que produzimos e consumimos de uma forma bulímica. Recordo uma advertência:
"É perigoso ao invés quando, em vez de nos despertar para a vida pessoal do espírito, a leitura tende a substitui-la..."

A legião de vozes, manifesta nos meios de comunicação de massas e interacções pessoais mais ou menos mediadas, a que nos expomos no quotidiano abafa a nossa voz. Fica assim drasticamente reduzida a probabilidade de escutarmos o nosso daimon. Emergimos, se é que emergimos, desta sobreexposição a informação alienados de nós mesmos; uns dos outros; de Deus.

De Sócrates a Santa Joana, admiro os que seguiram as suas vozes. Outras vozes há, de sereias, que atraem os marinheiros a baixios onde os seus navios se depedaçam ou, pior, atolam.

sábado, outubro 02, 2004

Excerto de Vineland (pp.313-314)

"Mucho blinked sympathetically, a little sadly. "I guess it's over. We're into a new world now, it's the Nixon Years, then it'll be the Reagan Years -"

"Ol'Raygun? No way he'll ever make president."

"Just please go careful, Zoyd. 'Cause soon they're gonna be coming after everything, not just drugs, but beer, cigarettes, sugar, salt, fat, you name it, anything that could remotely please any of your senses, because they need to control all that. And they will."

"Fat Police?"

"Perfume Police. Tube Police. Music Police. Good Healthy Shit Police. Best to renounce everything now, get a head start."

"Well I still wish it was back then, when you were the Count. Remember how the acid was? Remember that windowpane, down in Laguna that time? God, I knew then, I knew..."

They had a look. "Uh-huh, me too. That you were never going to die. Ha! No wonder the State panicked. How are they supposed to control a population that knows it'll never die? When that was always their last big chip, when they thought they had the power of life and death. But acid gave us the X-ray vision to see through that one, so of course they had to take it away from us."

"Yeah, but they can't take what happened, what we found out."

"Easy. They just let us forget. Give us too much to process, fill up every minute, keep us distracted, it's what the Tube is for, and though it kills me to say it, it's what rock and roll is becoming - just another way to claim our attention, so that beautiful certainty we had starts to fade, and after a while they have us convinced all over again that we really are going to die. And they've got us again." It was the way people used to talk.

Thomas Pynchon (2000) Vineland. Vintage, London.

Political Compass

O Público tem agora uma versão portuguesa do Political Compass. Já conheço o teste há alguns anos e tenho pedido à clientela do bar para o fazer.

Opto agora por divulgar os resultados. Sei que a futura polícia política agradece. Quem objectar a ter o seu resultado publicitado, pode conseguir de mim a sua remoção com uma simples ameaça de morte. Enfim, conheçamo-nos a nós mesmos:


Parque das Estátuas (Szoborpark)

Parque das Estátuas

Os heróis propagandistas de outros tempos foram afastados do centro da cidade, para bem longe! A Sul de Buda num terreno descampado, podemos aperceber-nos da dimensão destes memoriais gigantescos do período comunista: Marx, Engels, Dimitrov, heróis soviéticos e mártires comunistas. Marcas que nós, enquanto visitantes ( e turistas, ainda por cima!) não conseguimos entrever na cidade. Os espaços esvaziados por estas imagens poderão ter sido ocupados por mercados de rua com bancas que vendem souvenirs, entre os quais camisolas jocosas alusivas ao KGB e bonecas russas (matryoshkas). O período que separa este país da ditadura não se sente no ar das ruas de Budapeste (uma vez mais falo enquanto turista). Pode sentir-se numa visita À Casa do Terror (Qualquer um destes sítios a visitar)

Também é uma cidade de pontes

Também é uma cidade de pontes

Pontes que atravessam o Danúbio e unem Buda a Peste
E o Danúbio é verde...

E mais pontes...

... e pontes

A noite é de luzes. Luzes das cúpulas de monumentos que perpetuam a grandeza arquitectónica; luzes de barcos que navegam rio abaixo, rio acima; luzes de pontes que unem as margens



Acho milagroso que, estando Cushing e Price mortos, o Lee possa estar vivo para encarnar personagens domo Dooku ou Saruman para esta nova geração.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Tenta compreender: comprar livros não é uma magia que crie na tua vida as ocasiões de os leres.