domingo, abril 16, 2006

Curiosidades da língua portuguesa

O que é um trabucador?
É o que ou aquele que trabuca. Na sua expressão popular designa trabalhador, o que trabalha muito para viver.

Perante tal significado, permiti-me fazer uma simples dedução lógica: Se trabucador é o trabalhador, então trabuco deve significar trabalho. Nada mais incorrecto.

O que é trabuco?
Fiquem sabendo que trabuco designa espingarda curta e de boca larga, bacamarte, antiga máquina de guerra com que se expediam pedras contra as praças e, por último, na sua expressão popular, pasmem, grande charuto.

O que significará, afinal, a expressão "quem não trabuca não manduca"? Não se ponham para aí a deduzir apressada e erroneamente. Significa exactamente "quem não trabalha, não come". Afinal, meus caros, trabuco e trabuca não tem nada ver uma coisa com a outra. Elementar.

sábado, abril 15, 2006

Aconteceu a 15 de Abril de 1922

Por volta das 2:20 da manhã do dia 15 de Abril de 1912, no Oceano Atlântico Norte, afunda-se o maior barco até então construído - Titanic . Levava 2.200 pessoas a bordo.

Novas velhas formas de pobreza

Les capacités relationnelles des individus se déploient différemment pour les jeunes des classes moyennes et supérieures, gérant des cercles sociaux plus étendus, plus divers et plus distants, et les jeunes des classes populaires dont la sociabilité apparaît beaucoup plus localisé, inscrite dans la vie de quartier et façonnée par les amitiés constituées pendant l’adolescence.

Bergé, Cardon et Granjon (2003) «Faire groupe»

quarta-feira, abril 12, 2006

Sem comentários

Assembleia da República: falta de quórum impede votações

A falta de quórum devido à presença em plenário de apenas 111 dos 230 deputados impediu esta quarta-feira as votações semanais na Assembleia da República, que exigem a comparência de mais de metade do hemiciclo.
«Por falta de quórum não se realizam as votações», anunciou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, depois de verificado o número de deputados presentes no hemiciclo na sessão de hoje, em vésperas de fim-de-semana prolongado devido à Páscoa.
O regimento da Assembleia da República estabelece que «as deliberações do plenário são tomadas com a presença de mais de metade dos seus membros em efectividade de funções».
No estatuto dos deputados é ainda referido que é «dever» dos parlamentares «participar nas votações».
Diário Digital / Lusa
12-04-2006 19:28:00

segunda-feira, abril 10, 2006

A forma do teu corpo imita a forma da tua vida.

**da-se!!!

Prodi vence

É óbvio que não amo este gajo. Mais rápido votava numa coligação Benigni-Moretti. Mas para mim este é o fim de um longo embaraço. Ter o Berlusconi como primeiro ministro de Itália era como estar num evento público acompanhado por um familiar embriagado; como se o governo do Santana tivesse durado cinco anos; como se os meus amados concidadãos europeus andassem por aí a comer gelados com a testa. Que alívio. Enfim um fim (perdoem-me a cacofonia) para esta vergonha. **da-se!!!

sábado, abril 01, 2006

Cuppa Joe, Louie, and make it strong and black

Cup of Joe...
o versa sobre design, mas tem. Não é um cachimbo, mas abre-lhe espaço. Não é uma máquina de expresso, mas certamente usa uma. Cup of Joe é um icone que, diz-se, data de 1930. A origem da expressão é controversa, mas este site oferece algumas explicações interessantes.
Por terras sadinas, Cup of Joe é sinónimo de coffee lounge no nr.558 da Av. Luisa Todi. Ontem abriu portas e encantou quem por lá passou. É caso para dizer:
Good night and Good luck.

terça-feira, março 28, 2006

segunda-feira, março 27, 2006

Estando a cozinhar, pensei...

A vaidade activa, física, masculina do fanfarrão do recreio suscita em reacção a vaidade passiva, intelectual, efeminada do rato de biblioteca. É o ciclo do abuso, um esquema de reprodução memética (estou algo fora da mouche aqui, o termo de Dawkins refere-se a ideias e eu escrevo sobre coisas mais entranhadas) tão implacável como quando pedófilos engendram pedófilos.

E a coisa recomeça. Os desalojados do recreio agarram um qualquer pretexto para desalojar uma fracção do seu grupo. Criam-se novos párias. Ad infinitum e ad nauseam, proliferam as especialidades, disciplinas, escolas, correntes. Nichos de tal forma pequenos que toda a gente é forte em alguma coisa ou nalguma combinação de coisas. Trata-se, afinal, de sobreviver?

sábado, março 25, 2006

KK (Eh!, só dois kapas, OK?)

Sinto-me levemente envergonhado por me deixar entrenecer por estas coisas. De qualquer modo, aqui fica: alguém que trabalha para o Paulo Branco disse-me há dias que tinha facilidade em impingir King Kards porque não sente que esteja a enganar as pessoas mas, pelo contrário, que está a vender um serviço vantajoso para o cliente. É como se me tivessem dito que o Pai Natal existe.

domingo, março 19, 2006

A cor das notícias

Aos jovens da Sorbonne não ouvimos chamar escumalha. E ainda bem! Pena é que se tenha chamado a outros que reividicavam igualmente por melhores condições de vida e inserção laboral.
Curiosamente também não ouvimos comentadores, na nossa televisão, com previsões "expertíssimas"alertando-nos para este barril de pólvora que também vai estourar aqui.

segunda-feira, março 13, 2006

De novo esta ideia. Em menos de quinze dias cruzou o meu caminho duas vezes:

The expressive symbols created by Palanese artists are no better than the expressive symbols created by artists elsewhere. Being the products of happiness and a sense of fulfillment, they are probably less moving, perhaps less satisfying aesthetically, than the tragic or compensatory symbols created by victims of frustration and ignorance, of tyranny, war and guilt-fostering, crime-inciting superstitions.

Huxley, Aldous ( 1994 [1962]) Island. London: Flamingo, p. 195

3/14 ou dia de π


A 14 de Março de 2006 celebra-se os 300 anos da aplicação da letra π para designar este número com uma infinidade de casas decimais, que representa a razão entre o perímetro de um círculo e o seu diâmetro.

sexta-feira, março 10, 2006

Banalidades

A malta dos recursos humanos certamente que o sabe há muito, mas para mim é algo que acaba de nascer das minhas próprias luzes.

A tese essencialista de que há bons e maus trabalhadores não me convence enquanto teoria da produção. A qualidade do trabalho não é um atributo de quem o produz mas do sistema que compreende o produtor, o consumidor (e.g., cliente, chefe), o meio ambiente e as relações entre estes três elementos. Os atributos do produtor apenas definem o limite superior de qualidade do trabalho que poderá ser produzido. Tudo o mais se joga na interacção. Se um trabalhador não está a render tanto como é suposto ou faz coisas surpreendentemente boas nas horas vagas, o consumidor terá de assumir responsabilidades.

quarta-feira, março 08, 2006

Cantinho da memória


E quem não se lembra deles?

O Wickie era o meu preferido. Lembro-me de o ter vermelho, azul, amarelo e verde, em bonequinhos de plástico que o cão - Jacky - teimava em roer.

segunda-feira, março 06, 2006

Impõe-se um pouco de revisionismo

Tal como a voz gravada dos intérpretes de uma canção que gostamos de acompanhar, a história por vezes engana-se. Eis algumas rectificações:

Melhor actor: Philip Seymour Hoffman Andy Serkis
Melhor actriz: Reese Witherspoon Naomi Watts
Melhor direcção artística: Memoirs of a Gueisha Good Night and Good Luck
Melhor filme: Crash The Constant Gardener

Segunda lei da termodinâmica

Os dias já vão sendo mais longos.

Carlos de Oliveira põe um dos seus Pequenos Burgueses a protestar, e bem, que devíamos fazer um calendário humano, expurgado da noção de tempo cíclico, própria à natureza mas falaciosa para nós, que vamos em linha recta para a cova.