quarta-feira, setembro 08, 2004

Um presente...


Repucho Paço d'Arcos
Originally uploaded by Anadil.

Um pequeno presente os já estão saudosos do presente...à infância sem amnésia. Perdemos momentos ganhamos memórias. Por vezes o presente é mais belo!


Palpites...

"Eu penso que há um mercado mundial só para 5 computadores."
Presidente da IBM ,Thomas Watson, 1947

segunda-feira, setembro 06, 2004

Anamnese

Perdi o esquecimento ao visitar hoje os meus pais: o que admiro nos apartamentos antigos, sobretudo lisboetas, que os meus amigos alugam e vou visitando é a possibilidade de neles revisitar o espaço da minha infância. Isto parece misterioso na medida em que cresci nos subúrbios. Suspeito que o efeito nostálgico beneficia, para além de marcas do tempo tais como o estilo dos utensílios de cozinha ou dos azulejos, do pé direito mais alto que caracteriza os edifícios mais antigos: sinto-me decrescer na medida em que aumenta a minha distância ao tecto. Nessas casas apresenta-se-me a oportunidade maravilhosa de ser de novo pequeno. Por muito que viva sem remorsos é inegável o glamour da infância. A infância é cinemascope e technicolor. A infância ou é a preto-e-branco ou tem as cores de fotografias dos anos setenta.

Dias atrás tinha constatado o mesmo de outra forma: estar sentado no chão de um espaço que usualmente se frui (?) de pé ou sentado numa cadeira é algo que transfigura e reencanta esse mesmo espaço. Tentei-o no local de trabalho e comparo-o com vantagem ao simples correr nú pelos corredores, que experimentei há uns anos.

Enfim, nem só de se escrever em público vive o exibicionista.

domingo, setembro 05, 2004

e as gargulas sempre atiram pedras?

Do alto de mais de 700 anos de história,
no coração da cidade,
estão as amigas de Quasimodo, cumprindo o ritual antigo de afastar os demónios do templo.
Dizem que atiram pedras...

É verdade reporter X?


Gargula Notre Dame
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Promethea.

The Matrix Recuperated

Sabemos que os irmãos Wachowski se venderam. Antes deles, vendera-se as T-shirts do Che (in hoc signo vinces?). Mas que queremos dizer com isso? Serão recuperação ou comodificação versões contemporâneas da categoria medieval do pacto com o Adversário? Implicamos que quem se vende faz o mesmo que Fausto? Como funciona isso com a secularização, pelo menos exterior, do nosso modo de vida?

sexta-feira, setembro 03, 2004

quarta-feira, setembro 01, 2004

Hipótese

Com o 25 de Abril a nossa classe superior, até então francófona e francófila, passa a ter uma formação anglo-saxónica. Tornámo-nos periferia de um outro centro.

Tira o véu... Tira o véu

Bem... A Promethea lançou uma deixa (ver post sobre as pontes de Paris) que não posso deixar passar em branco. A da tolerância francesa. Penso que se referia à proibição do uso do véu islâmico nas escolas francesas. Confesso que até há pouco tempo eu era partidário do uso do véu e de qualquer tipo de vestuário ou sinal distintivo com o qual o individuo se quisesse distinguir ou identificar, porque era pela tolerância e liberdade de escolha e expressão. Continuo a sê-lo e só lendo alguns artigos e opiniões de professores, políticos e jornalistas consegui perceber o porquê da proibição e a unanimidade expressa pelos políticos franceses em relação ao assunto. Mudei claramente de opinião ao ler uns artigos de jornais sobre o assunto e falar com alguns amigos que me convenceram que estava errado. Isto não tem nada a ver com direita e esquerda, mais ou menos conservadorismo... etc... Percebi que afinal o uso do véu não era sinónimo de escolha e liberdade.
Penso que é um bom tema de debate para o nosso blog.

Penso que laicidade não é tolerância para tudo, sobretudo ser tolerante pela falta de liberdade. Que liberdade tem uma menina de 12 anos, que vai à escola com outros meninos e cujos pais a obrigam a usar o véu, sem ela perceber porquê ou para quê? Que chega a cantina e é obrigada a usar o véu para comer sob o olhar dos outros meninos que a vêm como algo de anormal? Não deve ser a escola promotora da liberdade de expressão e de escolha? Até onde é capaz de ir o ensino da liberdade perante numa relação de forças com fanatismo e opressão? O véu islâmico é o símbolo da discriminação e da subjugação da mulher, não é símbolo de liberdade e de igualdade entre o homem e a mulher. Não venham dizer que a lei não seria necessária e que as jovens teriam poder de escolha se a escola as instruisse para tal. Há raparigas em França que em certos bairros se não usarem o véu são apedrejadas... Que liberdade têm elas de não usar o véu na escola entre crianças do mesmo bairro? A escola Laíca deseja que o regime das afirmações de diferenças seja compatível com o universalismo dos direitos e uma liberdade reconhecida a cada qual de se definir, de se redefinir, sem ter que se submeter à obediência de um grupo. A França não é um país de fanatismo onde devem criar raizes grupos que não reconhecem a liberdade da mulher em aprender a ser quem quiser ser. Não estamos a falar da proibição do uso do véu na rua, na mesquita, em casa... Estamos a falar da proibição do uso nas escolas, lugar de aprendizagem, laíco e de liberdade, lugar de formação do indíviduo. Não lugar de opressão. Não se trata de racismo religioso, o que não falta em França é liberdade religiosa... mas daí até fanatismo.

Lanço o debate... espero respostas, talvez cheguemos a uma conclusão.

terça-feira, agosto 31, 2004

Sempre a Bombar, querida Mahakala

“EU SOU A MAHAKALA NEGRA! E A MINHA BANDA CHAMA-SE A FÚRIA NEGRA. FECHEM OS OLHOS, RESPIREM FUNDO, E NÃO PENSEM EM NADA — PORQUE EU VOU ESMAGAR-VOS A CABEÇA ENTRE OS MEUS DENTES!!!”
Mahakala, uma mulher negra, de pele brilhante como petróleo, é uma deusa irada, uma vocalista punk-hardcore straightedge, que na total força e pujança da sua fúria dá, assim, inicio ao concerto da noite. A tempestade chegou. O fim do mundo começou. Este é o som da noite, duma noite rubra.
“Querem som da pesada? Eu dou-vos da pesada!”
E é da pesada mesmo. A bateria começa a metralhar sem misericórdia, é uma locomotiva descontrolada, o som explode do palco e acerta no público, uma massa louca, em êxtase. O baixo, sempre a bombar faz disparar os corações em taquicardia, comprime as costelas; enquanto as guitarras, furam como uma broca de diamante pelos tímpanos, atravessam o osso, electrificam o crânio mandando choques e faíscas pelas cabeças até à medula. O microfone é esmagado entre os dedos da Mahakala. Os movimentos dela são ondulantes, os braços como chicotes, suados e negros, e a voz rasgada, grossa, ecoa vinda do mais profundo dos infernos. “Eu sou a Mahakala negra! E a minha voz é voodoo, a minha voz acorda mortos! Acordem!”
E essa é, no fundo, a essência do punk-hardcore straightedge e fusão: acordar os mortos e os adormecidos da nossa sociedade. E quem são estes necromantes do mundo moderno, que estão a tentar acordar os mortos — quem são os punk-hardcore straightedgers? Eles são os sobreviventes duma raça de amantes do metal duro e música rápida. Eles são mutantes, querem mudar o mundo, são loucos, e muitos são veganos. A sua adrenalina, o seu desporto radical de vida e de morte, é tocar música pesada.
A sua música é rápida, potente, cheia de energia e de letras filosóficas, cheias de pensamento e reflexão. As suas músicas e letras são contra a discriminação racial, álcool, drogas, consumismo e exploração dos animais. Explicando em poucas palavras o movimento punk-hardcore straightedge e fusão, estes são movimentos e projectos musicais com algumas ligações aos estilos de música punk, hardcore, metal, ragga, rap, e tudo mais — desde que o resultado seja pesado. No entanto, se bem que haja semelhanças nos estilos e no som, há diferenças fundamentais entre estes grupos, muitos especialmente nas atitudes e posturas em relação à vida. Vamos, então, ouvir o que alguns punk-hardcore straightedgers dizem acerca destes movimentos:
“A nossa postura na vida tenta ser diferente e criativa. Nós não concordamos com a atitude hedonista e auto-destructiva que contamina a nossa sociedade, isto incluindo a juventude e as banda de música. Nós estamos, de facto, muito conscientes de alguns dos problemas fundamentais que estão a causar sofrimento e a destruir a nossa sociedade, por isso nós fortemente desaconselhamos o álcool, drogas, produtos resultantes da exploração de animais, e as relações casuais.” (Emma “Fire-Dragon”, guitarrista dos Merchant of Menace).
“Nós somos contra a violência e a guerra em todas as suas formas. Por isso nós também somos contra as drogas e o álcool, que são produtos tóxicos que trazem guerra para dentro do nosso corpo. Talvez nós não consigamos, directamente, parar com as grandes guerras que estão a acontecer por esse mundo fora. Mas podemos, seguramente, evitar aquelas que começam dentro de nós. O que significa que devemos ser cuidadosos com as coisas que trazemos para dentro de nós mesmos, isto se quisermos evitar “guerras civis” nos nossos corpos e mentes. Nós somos a favor de um estilo de vida sem crueldade. E isso está relacionado com o que consumimos, comemos e até vemos na televisão!” (Josephine Linqvist, baterista dos Nomad).
“Nós gostamos de tocar música muito forte e potente. A rasgar mesmo. É uma maneira de acordar as pessoas. Nós queremos mostrar-lhes como é destrutiva a maneira como certas coisas são feitas na nossa sociedade de hoje em dia. E a música é uma muito boa maneira de chamar as atenções. Demasiadas pessoas, animais e seres vivos estão a sofrer — AGORA! Ouçam: as florestas estão a ser destruídas, os animais estão a ser dizimados, e as pessoas estão a ser intoxicadas! Nós temos, de novo e sempre, de ganhar responsabilidade sobre as nossas próprias vidas. Temos de ser o BOSS, o patrão das nossas vidas. Cada membro desta sociedade tem de aprender a respeitar O TODO! Os problemas no mundo só irão diminuir quando nós pararmos de contribuir para eles. Nós temos de dar o primeiro passo.” (Afro-Spider, baixista de Don´t Panic it´s Organic).
“Eu não pertenço a nenhum grupo, nem religião, nem partido organizados. Não pertenço a nada, nem a ninguém. Sou livre. Apenas amo a música e para isso não preciso de pertencer a nenhum partido, nem nacionalidade, nem gang. A minha pacifica tribo sou só eu, e a minha religião é o pôr-do-sol, a lua que rasga as nuvens na noite, e o vento quente que sopra para fora da minha boca e do meu nariz. Sou um nómada dos tempos modernos, mas no fundo nunca estou sozinho, pois sou um irmão deste mundo, filho de todo este universo. O meu coração e o coração deste universo batem ao mesmo ritmo, como um só. ONE HEART, ONE LOVE como dizia o grande SHAMAN. Para mim o punk hardcore e o straithedge são atitudes na vida que nem precisavam de ter nome. O importante é sentir o ENCARNADO do sangue e da coragem a correr forte nas veias. O importante é sentir o DOURADO da inteligência a arder forte que nem um sol nas nossas mentes. O importante é tocar o VERDE da paz a unir-nos às nossas raízes, à natureza e a todos os seres vivos que são nossos irmãos. O importante é aceitarmos o nosso destino como seres interdependentes desta vida, deste cosmos. Somos todos um só. Não há fuga possível”. (Coração-Preto, ex-vocalista dos Fusão-Empática).
“Uma FORÇA quer-te neste mundo. Uma FORÇA bombeia o teu coração e dá brilho aos teus olhos. Uma FORÇA desenha o teu destino, tal como risca a noite com cometas, estrelas candentes e uma lua que é um espelho da tua alma, do teu espírito. Tu isto sabes, tal como sabes que existes. Sente: EU EXISTO!!! E essa consciência, essa FORÇA, é um reflexo desse algo maior, duma vida que brilha como as supernovas que explodem pelos céus, na noite eterna. Não te queixes, não te preocupes. Sofrer faz parte. Porquê, não sei. Talvez para nos fazer querer encontrar aquilo que já somos — mas não sabemos.... A FORÇA.
A vida magoa-te, tortura-te? Então grita, grita da tua cruz, do teu palco — grita até que os amplificadores peguem fogo, as colunas levantem voo e o microfone fique feito em migalhas de luz. E se o mundo é estúpido cabe A TI fazer a diferença, viver a diferença. O direito à diferença. Esse é o direito que mais me interessa — nem é o direito à igualdade, mas sim O DIREITO À DIFERENÇA!!!!” (Mahakala, vocalista dos Fúria Negra).
“Diz assim lá no I CHING: “Sê inocente, esse é o supremo sucesso da tua vida. Se fores paciente a vida levar-te-á onde deves chegar. Se uma pessoa não for ela mesma, então encontra o infortúnio, a tristeza...Se tiveres confiança no espírito que está dentro de ti, e que contigo nasceu, então atingirás a inocência pura que te guiará os passos para o que é certo, com uma certeza instintiva sem qualquer pensamento de recompensa ou proveito pessoal...” Estás a perceber? Há muitos anos atrás escrevi uma música para a minha banda que se chamava: À sombra do carrasco. E o carrasco, o torturador, dizia a música, está dentro de nós, somos nós mesmos. Frequentemente, nós somos o nosso próprio pior inimigo. Também, durante anos, a pessoa que mais odiei neste mundo foi a mim mesmo. E porquê? Porque nos sentimos errados, inadequados, incompletos. Achamos que tudo o que tocamos fica destruído, sem sentido - nem que seja porque pousámos os nossos olhos sobre uma flor, ela irá murchar. Mas um dia algo aconteceu...
E assim a vida muda. A atitude muda. Um acontecimento, uma palavra, alguém que aparece no nosso destino.... E a vida muda-nos, algo novo aparece para nos mostrar outro caminho.
Queres ver outra vida? Outro mundo?
É preciso recuperar confiança, não em nós mesmos porque isso não chega, mas sim na VIDA. Confiarmos no instinto, no nariz, saber dizer não às coisas destrutivas e às mentiras que a maior parte do mundo nos quer enfiar pelas orelhas. Quando é a vida a falar, e não a nossa cabeça, então o nosso instinto sabe o que devemos e não devemos fazer. O nosso nariz e o nosso coração têm muito instinto, e por isso podem ser puros, inocentes. Cheiram a merda ao longe e afastam-se.
O mal não está em ti. Está no facto de que esta nossa sociedade faz as pessoas morrerem à fome dentro da sua alma. Aquilo que nos é oferecido é pouco, muito pouco e muito poluído e impuro. Por isso, mesmo quando se tem “tudo” aquilo que a nossa sociedade acha de importante, e que nos devia fazer feliz, mesmo assim não nos faz felizes — mesmo assim tu, eu e mais algumas pessoas deste mundo, não nos sentimos felizes com o que nos dão. Depois dizem-nos: nunca estás feliz com nada!
E não estou!!! Com as vossas drogas, televisões, guerras, modas, carnavais, "estórias de amor", tudo isso é uma treta. Vou viver para quê? Para o dinheiro, o carrão, a discoteca, a telenovela, o divorcio e o corno, a paródia e o vazio ao ver o rosto no espelho? Isso não me contenta. Não me chega, não me chega. Estás a perceber?!
Queres sentir a vida? Abre bem as mãos da próxima vez que sentires o vento, e deixa-o soprar-te por entre os dedos. Aí não saberás se és tu que corres no vento, ou se é o vento que corre em ti....
E lembra-te do que o Buda disse: NÃO HÁ CAMINHO PARA A FELICIDADE. A FELICIDADE É O CAMINHO.” (Macraft D’Rassing, guru dos Fúria Negra).

Bandas de referência do straightedge e fusão: Fúria Negra, Soulfly, MasMorra Podre, Youth of Today, 108, No Use For A Name, Shelter, Fugazi, Propagandhi, Asiandubfoudantion, Clawfinger, etc.




A empregada de limpeza modelo

Uma empregada de limpeza do Tate Gallery, em Londres, deitou, por erro, para o lixo uma peça que integrava uma exposição de arte moderna.
Segundo a imprensa britânica, a obra de arte foi recuperada no contentor do lixo da galeria quando o conservador se deu conta do seu desaparecimento.
A obra, intitulada «Nova criação da apresentação pública de uma arte auto-destrutiva», é da autoria do artista alemão Gustav Metzger, e data de 1960. A peça, colocada sobre uma mesa, consiste num caixote de lixo com resíduos diversos, entre os quais pedaços de cartão e jornais velhos.

1) A empregada estava a fazer o seu trabalho, como poderia diferenciar uma obra de arte de um caixote de lixo com resíduos diversos?
2) a peça de arte chama-se "Nova criação da apresentação pública de uma arte auto-destrutiva"... auto-destrutiva certo? Esteve 44 anos para se auto-destruir... a senhora estava farta de esperar....
3)Vamos a ver que a senhora até colocou tudo num saco para papel para reciclagem.
4) alguem lembrou-se de verificar os contentores do lixo aquando do roubo do "grito" de Munch?
Notas do Egipto


Templo de PHILAE onde supostamente estaria o peixe-gato que teria comido uma parte essencial do corpo de Osíris.



Osíris, filho dos Deus Rá, o Sol, foi assassinado por seu irmão Set (o mau da fita) e o seu corpo foi cortado em 14 pedaços e espalhado pelo rio Nilo até às costas da Fenícia (o rio Nilo nasceu das lágrimas de Isis, o mar vermelho do sangue de Osíris).
Sua esposa, Ísis, numa viagem com a sua irmã (mulher de Set) consegue, após muito esforço, reuní-los novamente e trazê-los à vida no primeiro ritual de mumificação. Depois da ressureição, Osíris ganha o estatuto de Deus dos Mortos e seu filho, Hórus (concebido antes do pai ser assassinado, pois após a junção das 14 partes faltava uma parte que o impedia de ter filhos), o Deus com cabeça de falcão, passa a ser considerado o ancestral de todos os faraós egípcios. Ísis é a Grande Mãe, a mulher que, por amor, luta pela reintegração do corpo do amado, mesmo que isso signifique empreender uma jornada difícil, em que enfrentará a própria morte.


"Abrem-se as portas da percepção; O que estava oculto foi revelado. Vejo a mim mesmo e um turbilhão de mil cores em luz liquescente...voltei ao lar. Convosco estarei neste e em outros mundos... Todas essas coisas sou eu: imagens, sinais...e embora separado, sou parte de vós. Que possamos entrar no céu e dele sair através dos portais de luzes estelares. Em verdade, eu venho. Navego por um longo rio e mais uma vez remo de volta. É bom respirar sob a presença das estrelas. Sou hóspede destinado a caminhar milhares de anos até chegar a mim mesmo"


Clientela

....do bar

segunda-feira, agosto 30, 2004

Adeus Atenas 2004

Fotini Papaleonidopoulou, 10 years-old, carries a lantern with the light taken from the cauldron flame during the closing ceremonies of the Athens 2004 Summer Olympic Games on August 29 © GETTY IMAGES/Scott Barbour
Lá vai a chama que iluminará Beijing em 2008.
Que não nos esqueçamos dela nos quatro anos que estão para vir.
Nem dos ideais que norteiam os jogos.
Nem dos desportistas que vivem para além desta semana apoteótica.
Nem que há mais desporto para além do futebol.
Nem…
Até lá!

sábado, agosto 28, 2004

Sabedoria Popular

Este post é um presente para o meu amigo Frater Caerulus. Ele saberá porquê...

A minha mãe usa muito a expressão “sonsa do pau oco” . Pérolas da sabedoria popular que usamos em contextos que julgamos idênticos àqueles em que habitualmente ouvimos as expressões, mas sem saber exactamente qual o seu significado.

Associo a expressão a debochada [do francês débauche – vida dissoluta; devassidão; libertinagem, preversão]

Pois aqui está uma explicação viável para a origem do termo – sonso/a do pau oco
«Às margens da Rodovia União-Indústria, logo após cruzarmos a ponte e a linha do trem, à direita de quem segue para Juiz de Fora existe um casarão em ruínas onde funcionava, nos tempos da Colônia e do período aurífero, que na escola estudamos como ciclo do ouro, o antigo Registro do Paraibuna. O prédio funcionava como uma espécie de alfândega interna, onde era feito o controle do tráfego de mercadorias e combate ao contrabando de ouro e diamantes. Eram também cobrados os direitos de passagem devidos à Metrópole. O prédio abrigou o Príncipe Regente, em 1822, quando por ali passou e nele nasceu a mãe do patrono do Exército brasileiro, o Duque de Caxias. Era também a passagem obrigatória do Tiradentes. Antes da Conjuração Mineira, Tiradentes foi também responsável pelo patrulhamento daquela área e conseguiu desmantelar caminhos alternativos usados pelos contrabandistas. (Fonte Guia Estrada Real para caminhantes: RJ a J. Fora. Olivé Raphael, Ed. Estrada Real, 1999 página 87 com adaptações). Não existem comprovações, mas é bem provável que naquele lugar, onde está o prédio em ruínas, tenha nascido a expressão "santo do pau oco". Os contrabandistas colocavam ouro dentro de imagens ocas de santos crendo que os fiscais, por pura superstição, não quebrariam as imagens, pois isso traria azar a que o fizesse. Daí o termo santo do pau oco para se referir a uma pessoa sonsa, perigosa.» por Fernando Mendes

sexta-feira, agosto 27, 2004

O Nascimento de Venus

O Nascimento de Venus, Sandro Botticelli , 1445-1510

Pura Beleza.

Vítimas

A crónica de Eduardo Prado Coelho no Público de hoje é sobre a apologia aos processos de vitimização e compaixão das sociedades modernas. Os nossos jornais e noticiários saciam-nos com histórias de protagonistas da desgraça, com vítimas que tornam pública a sua dor. E nós, nos nossos sofás, ávidos de emoções, procuramos nesses enredos o rosto dos culpados.

«A sociedade contemporânea ama a compaixão. E as vítimas encontram no processo que as vitimiza o momento de glória que procuram ao longo de uma vida sem grandeza.»

Será que nos compraz perceber que os outros também sofrem?

Afinal,

"When your day is longand the night,
the night is yours alone,
when you're sure you've had enoughof this life,
well hang on.
Don't let yourself go,'cause everybody cries and everybody hurts sometimes." REM

Bem, isto tudo para dizer que quando for grande quero ser como o Eduardo Prado Coelho!!

Omnibus


Blade-Runner
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quinta-feira, agosto 26, 2004

Nas teias da net

descobri que o filme “Blade Runner” do realizador inglês Ridley Scott,
foi eleito o melhor filme de ficção cientifica de todos os tempos.

Gostei!

Boom Festival 2004

Começa hoje o festival que celebra a cultura alternativa global.
Gente de todo o mundo vem disfrutar da música, dos ambientes trance, dos
palcos concebidos segundo a geometria sagrada, dos saberes orientais, da cultura biológica, e mais, muito mais em Idanha-a-Nova.
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